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Crescimento econ�mico conduz reuni�o de Lula com ministros
Brasília - Elogios ao desempenho macroeconômico do país à política externa e aos investimentos em infra-estrutura nos últimos dois anos conduziram o primeiro dia da última reunião ministerial do ano, ontem, na Granja do Torto (Brasília). O encontro, que terá continuidade hoje, foi aberto por volta das 10h15, com mais de uma hora de atraso, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Lula, o governo foi obrigado a tomar decisões ?difíceis e amargas? na área econômica, que geraram críticas, mas os resultados são compensatórios. Para ele, a retomada do de-senvolvimento econômico, como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ?não é uma bolha?. ?Os resultados são concretos?, afirmou. O discurso de encerramento seria justamente do ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, o último numa fila de nove pronunciamentos dos integrantes da equipe de Lula, mas o desempenho da economia foi recorrente na maioria dos discursos. Segundo relato do líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB-RN), para os presentes, ?os números de infra-estrutura, do que foi feito e o que se projeta, são impressionantes?. Ele disse também que o programa Fome Zero seguirá na lista de prioridades do governo. Em defesa dos investimentos no setor de infra-estrutura e desenvolvimento, ainda segundo Bezerra, foi destacado o retrospecto da Petrobras e os 14 mil quilômetros de rodovias recuperados. O presidente Lula, de acordo com o senador, voltou a cobrar a aprovação do projeto que cria as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Bezerra afirmou que Lula, a exemplo dos últimos discursos em eventos pelo país, elogiou a atuação do Congresso, mas não citou o PMDB, que pode deixar a base e romper com o governo neste fim de semana. O presidente teria dito, segundo ele, que ainda falta ?complementar o elenco das reformas e votar a chamada Lei de Falências?. O valor do salário mínimo, de acordo com Bezerra, também não foi debatido. O mínimo segue em discussão na comissão mista de Orçamento. ?É possível que a decisão sobre o valor do mínimo aprovada pela comissão venha a ser exatamente o valor a ser adotado pelo governo?, disse. O governo propõe salário mínimo de R$ 280 em 2005, o relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), R$ 283, mas as centrais sindicais reivindicam R$ 300.