loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Aeron�utica abre inqu�rito para investigar queima de arquivos

Ouvir
Compartilhar

O Comando da Aeronáutica localizou ontem uma pilha de documentos intactos na Base Aérea de Salvador (BA), que estariam prontos para serem queimados - da mesma forma que outros, cuja destruição foi registrada em vídeo e veiculada no Fantástico, da Rede Globo, domingo. Em entrevista ao Jornal Nacional ontem, o comandante da Força, Luiz Carlos da Silva Bueno, disse ter ficado ?absolutamente estarrecido?, com a descoberta, porque a Aeronáutica ?tem procurado contribuir ao máximo? em relação à ?pesquisa de documentos que podem se tornar históricos?. Domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou reportagem sobre a suposta incineração de fichas, prontuários e relatórios que teriam sido produzidos pelos órgãos de informação do Exército, Marinha e Aeronáutica entre 1964, início do período militar no país, e 1994, nove anos após o fim do regime. Na entrevista ao Jornal Nacional, Bueno afirmou que os documentos não estavam guardados em Salvador e que ?o espaço da base aérea foi invadido, sem permissão?. Segundo Bueno, não há como dizer hoje se a Aeronáutica guarda arquivos sigilosos. ?No dia 30 de novembro, expedi uma nota ao chefe do Sistema de Informações da Aeronáutica, que continuasse pesquisando para verificar a possibilidade de se localizar qualquer tipo de documento que possa facilitar a história desse período, entre 64 e 85. Caso sejam localizados, vamos arquivá-los e colocá-los à disposição do Ministério da Defesa?. O Comando da Aeronáutica, em nota divulgada no início da noite, informou ontem que ?o método empregado? na queima de arquivos ocorrida na Base Aérea de Salvador (BA) é ?incompatível? com as normas regulamentares para este tipo de procedimento. O assunto vem sendo investigado em um Inquérito Policial Militar (IPM). ?As ações preliminares mostram que o método empregado para a destruição da documentação, apresentado na reportagem, é totalmente incompatível com aqueles estabelecidos pelas normas regulamentares da Aeronáutica para incineração de documentos oficiais?, diz a nota. Segundo o texto, a unidade da Aeronáutica em Salvador não guardava nenhum documento classificado sobre o período da ditadura militar (1964-1985). A nota afirma que o comandante da base não deu ordem para a destruição de documentos. O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, afirmou ontem que autorizou o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno da Silva, a investigar a suposta incineração de documentos militares na Base Aérea de Salvador.

Relacionadas