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Pfizer alerta para efeitos do rem�dio Celebra no cora��o

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O laboratório Pfizer divulgou, ontem, o resultado de um estudo realizado nos EUA que revela que pacientes com câncer que utilizaram o antiinflamatório Celebrex tiveram problemas cardiovasculares e conseqüentemente apresentaram riscos de ataque cardíaco. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), patrocinador da pesquisa, pacientes que tomaram doses de 400 mg e 800 mg diariamente apresentaram um risco 2,5 vezes maior de eventos cardiovasculares, quando comparado aos que usaram placebo. Com base nesses resultados estatisticamente significativos, foi suspensa a dosagem de Celebrex no estudo. No Brasil, o medicamento é comercializado com a marca Celebra, que é da mesma classe do Vioxx, do laboratório Merck, antiinflamatório que em setembro deste ano foi retirado do mercado após a constatação de problemas cardiovasculares em pacientes que faziam uso contínuo do medicamento. ?Esses resultados dos estudos clínicos são novos. As descobertas cardiovasculares desse estudo são inesperadas e não coincidem com os resultados obtidos em uma pesquisa anterior?, disse Hank McKinnell, presidente da Pfizer. Segundo ele, o laboratório está tomando medidas imediatas para compreender os resultados e passar rapidamente essa informação para as agências reguladoras, médicos e pacientes em todo o mundo. O Celebra é um dos cinco medicamentos mais vendidos pela Pfizer no mundo. De janeiro a setembro de 2004, faturou mundialmente US$ 2,294 bilhões. De acordo com o IMS Health, consultoria que audita o setor, no mês de outubro o medicamento faturou US$ 2,3 milhões no Brasil. Em nota oficial divulgada ontem, a Pfizer do Brasil sugere que os pacientes tratados com Celebra peçam opções adequadas de tratamento a seus médicos. A nota diz ainda que os médicos devem avaliar essa nova informação na hora de prescrever o medicamento, mas não faz qualquer alusão à retirada do produto do mercado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que só vai tomar uma posição em relação ao assunto após ?uma análise criteriosa do estudo? da Pfizer. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o pedido formal do documento já foi feito à direção do laboratório.

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