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Com�rcio aumenta em 13,2% cr�dito concedido a clientes

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São Paulo - De janeiro a setembro deste ano, o comércio aumentou em 13,2% em termos reais o crédito concedido ao consumidor em comparação com o mesmo período de 2003. De acordo com pesquisa divulgada ontem pela Serasa, é a maior expansão desde 2000. A Serasa analisou os balanços de 36 mil empresas de todos os portes da indústria, do comércio e de serviços entre 1994 e setembro deste ano. Deste total, 14 mil são varejistas. De acordo com o comunicado da empresa, o estudo indica na amostra total um crescimento de 2,8% na concessão de crédito de janeiro a setembro de 2004, ante os nove primeiros meses de 2003. Em todo o período de 1994 até o último mês de setembro, o crédito concedido pelas lojas cresceu 239%, enquanto que o mercado como um todo expandiu em cerca de 67%. O faturamento das lojas teve uma alta de 102,4%. Considerando o total das empresas analisadas, a expansão das vendas e do crédito cresceu em média 70% nesse período. Segundo Márcio Ferreira Torres, responsável pelo estudo, é possível concluir que o crédito é a mola do comércio. ?Isso explica por que o faturamento do setor teve uma expansão bem superior à verificada nos demais?, afirma em nota distribuída pela Serasa, ontem. Segundo levantamento da Serasa, o comércio conseguiu um grande crescimento de 1994 até 1997. Para Torres, a alavanca deste crescimento foi a expansão do crédito a clientes que dobrou no início do Plano Real. Na opinião dele, a inserção de um grande número de pessoas no mercado consumidor e a estabilidade da moeda aliadas à larga utilização do cheque pré-datado foram os principais motivos deste crescimento. No entanto, o estudo afirma que a falta de instrumentos adequados para vendas a prazo elevou a inadimplência a um patamar recorde em 1995, o que comprometeu os resultados das empresas. O estudo afirma, ainda, que os lucros foram estáveis e contínuos nos 11 anos analisados, mas que o comércio mantém as margens de lucro mais apertadas. Juros Números divulgados ontem pelo Banco Central mostram que, em geral, houve uma queda de 0,1 ponto percentual nas taxas de juros cobradas pelos bancos em novembro, caindo de 55% para 54,9%. O spread (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a taxa cobrada nos empréstimos) caiu de 37,9 % para 37,3% ao ano - uma redução de 0,6 ponto percentual. A taxa de juros cobrada do cheque especial no mês de novembro subiu de 141,1% para 142% ao ano. Já a taxa de juros do crédito pessoal manteve-se estável em 73,8% ao ano. Já para pessoas jurídicas, houve uma elevação na conta garantida (espécie de cheque especial para empresas) de 65,5% para 65,7% ao ano e para aquisição de bens de 28% para 29,4%. Outro destaque para as empresas foi o juro sobre empréstimo de curto prazo, que passou de 53,8% para 54,5%.

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