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Brasileiros casam mais tarde e se separam mais
Rio de Janeiro - Os brasileiros estão se casando mais tarde e se separando mais, segundo a pesquisa Registro Civil 2003 divulgada ontem pelo IBGE. A pesquisa mostra ainda que 72% dos pedidos de separação são feitos pelas mulheres e que diminuiu o percentual de casamentos entre pessoas em idade de se casar. Em geral, segundo o IBGE, as mulheres casam mais jovens do que os homens. Para as mulheres, as maiores taxas de nupcialidade em 2003 ocorreram de 20 a 24 anos (28,6 casamentos por grupos de mil pessoas) e, para os homens, de 25 a 29 anos (29,5 por mil). Cerca de 10% dos cônjuges tinham menos de 20 anos de idade. A idade média ao casar vem aumentando desde 1990. Em 2003, a idade média era de 27,2 anos para mulheres e de 30,6 anos para os homens. Em 1993, a idade era de 24 anos e 27,5 anos, respectivamente. Apenas 10,6% das uniões legais são entre pessoas com mais de 39 anos de idade. Em 2003, foram realizados quase 750 mil casamentos no país. Um ligeiro aumento em relação a 1993 (0,2%), o que representa um retorno ao patamar de 10 anos atrás. Mas o percentual de casados entre as pessoas com idade para se casar diminuiu. Em 2003, a taxa era de 7,2 casamentos para cada mil pessoas de 15 anos ou mais de idade. Em 2003, eram 5,9 casamentos por mil. O número de dissoluções de casamento vem aumentando, seja por separação judicial ou por divórcio. Em 1993 foram 87.885 separações. Em 2003, 103.452. O número de divórcios passou de 94.896 para 138.520. A maioria das separações é consensual: 77,9% das separações judiciais e 68,9% dos divórcios. Segundo o IBGE, 72% dos pedidos de separação são feitos pelas mulheres e 28% pelos homens. Em cerca de 90% das separações ou divórcios, a guarda dos filhos ficou com a mãe. Os pais ficam com os filhos em 5 a 6% dos casos e só em 3,5% ou 4% a guarda dos filhos menores ficou com ambos. Mortes por violência Ainda segundo a pesquisa, de 1993 a 2003 aumentou em 13,7% a proporção de homens mortos pela violência em relação ao total de homens mortos no Brasil. Em 2003, a proporção de óbitos violentos no país foi de 15,7% para homens e 4,1% para mulheres. Em relação a 1993, houve um aumento de 13,7% na participação de óbitos violentos masculinos em relação ao total de óbitos de homens. Nos óbitos femininos essa relação se manteve estável. Em relação a 2002, no entanto, houve queda (homens, de 16,3% em 2002 para 15,7% em 2003, e mulheres: 4,5% para 4,1%). (Leia os dados sobre Alagoas na página A17)