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Bolsa-Fam�lia ultrapassa os 6,5 milh�es de benef�cios

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Brasília - No meio da polêmica sobre o combate à fome promovido pelo governo, o Ministério do Desenvolvimento Social divulgou, ontem, o balanço anual do Bolsa-Família. O levantamento mostra que o programa ultrapassou em 71,830 mil famílias a meta de conceder 6,5 milhões de benefícios. Os técnicos do governo ainda enfrentam, porém, dificuldades no cadastro das famílias e na fiscalização das contrapartidas exigidas nas áreas de educação e saúde. Ainda assim, o número de famílias beneficiadas em 2004 representa um aumento de 80% em relação às 3,6 milhões atendidas em 2003. A meta do Bolsa-Família para 2005 é chegar a 8,7 milhões de famílias atendidas. Um dos desafios do governo para o ano que vem é reduzir o número de problemas com o cadastro. Em 2004, 142 mil benefícios tiveram seu pagamento bloqueado. A maior parte dos bloqueios, segundo o governo, foi feita por suspeita de duplicidade no cadastro. Em dezembro, foram 70 mil os pagamentos bloqueados. Depois de bloquear o benefício, o ministério informa à prefeitura responsável pelo cadastro para esclarecer o problema e reativar o benefício ou cancelá-lo. A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, informou que a pasta gastou neste ano cerca de R$ 14 bilhões, quase o dobro dos R$ 8 bilhões investidos no ano passado. ?Isso mostra a prioridade do governo Lula para a área social?, afirmou Márcia. O governo ainda terá de esperar alguns meses também para ter os controles da freqüência escolar e de vacinação, por exemplo, das crianças que estão nas famílias beneficiadas. Os municípios pediram ao governo federal um prazo até fevereiro para repassar as listas de freqüência das escolas. O governo aceitou, com a condição de que as secretarias estaduais de educação fossem informadas até dezembro. Na saúde, há o mesmo problema. Embora o programa já funcione há pelo menos um ano, só agora o Ministério da Saúde implantou o sistema para controlar as contrapartidas necessárias ao Bolsa-Família. O sistema tem prazo de seis meses para estar funcionando normalmente. Com isso, o Ministério do Desenvolvimento Social só deve ter acesso aos dados entre abril e maio.

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