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PT indica Greenhalgh para presidir a C�mara
Brasília - A bancada do PT decidiu, ontem, indicar o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) para ser o próximo presidente da Câmara. A escolha ocorreu após as desistências de Professor Luizinho (SP), líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP) e Virgílio Guimarães (MG), que foi relator da reforma tributária. Segundo Professor Luizinho, havia um consenso da ala majoritária do partido para a escolha de Greenhalgh. Por ter a maior bancada, o PT tem o direito de indicar o sucessor de João Paulo Cunha, mas o nome ainda precisa ser aprovado pelo plenário, no dia 14 de fevereiro. A bancada começou a escolher o próximo presidente da Câmara na terça-feira. Como havia sete parlamentares do partido dispostos a assumir a função, a idéia inicial do partido era fazer uma pré-seleção, escolhendo três deles para um segundo turno. Durante a reunião, cada deputado escolheu três nomes, mas na contagem dos votos houve empate entre dois parlamentares. A solução foi levar os quatro candidatos mais votados para uma segunda eleição: Luizinho, Virgílio, Greenhalgh e Chinaglia. Na semana passada, o presidente João Paulo Cunha disse que seu sucessor vai assumir o cargo com pelo menos dois desafios: colocar em votação a proposta que reduz o recesso parlamentar e outra que revê a tramitação das medidas provisórias. Trajetória política Greenhalgh, de 56 anos, é um dos fundadores do PT. No início do governo Lula, ele presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, por onde passaram matérias importantes como o Estatuto do Desarmamento e as reformas tributária e da Previdência. Foi advogado de perseguidos políticos como o próprio presidente Lula, além do presidente do PT, José Genoino, e o ministro Luiz Gushiken. Entre suas causas de maior repercussão está a defesa das vítimas da Chacina da Lapa, ocorrida em 16 de dezembro de 1976, quando o II Exército invadiu a sede do PCdoB na Lapa, matou Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Baptista Franco Drummond e prendeu demais participantes da reunião. Ex-presidente do Comitê Brasileiro de Anistia, o deputado sofreu diversas ameaças de morte e chegou a ter o escritório metralhado pelo Comando de Caça aos Comunistas, o CCC.