Nacional
Relat�rios setoriais s�o aprovados
A Comissão Mista do Orçamento concluiu ontem à tarde a votação dos dez relatórios setoriais do Orçamento 2005. Na próxima terça-feira, os parlamentares devem se reunir novamente para discutir e votar o relatório geral da proposta orçamentária. A expectativa é de que o Orçamento seja votado em plenário na quarta-feira. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, afirmou que está confiante que o tema seja concluído na semana que vem, mas reconheceu a dificuldade do acordo entre os governadores e a equipe econômica do governo federal sobre as compensações da Lei Kandir. ?Tenho certeza de que os governadores vão entender a situação da União e, ao mesmo tempo, o ministro Palocci entenderá a situação dos estados e a importância de garantir as compensações nas condições que o Brasil suporta hoje?, revelou antes da reunião entre o ministro e os governadores. Sucessão O presidente da Câmara também comentou a escolha do deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) como candidato à presidência da Casa. Segundo João Paulo a escolha é recente e ainda ?haverá uma fase de decantação, mas depois vamos arrumar o caminho?. Sobre uma possível candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) ao cargo, João Paulo acredita que vai prevalecer a tradição de que o maior partido na Casa indique o presidente. Oposição Na quarta-feira, depois de o PT lançar a candidatura de Greenhalgh à presidência da Câmara, o líder do PFL, deputado José Carlos Aleluia (BA), também anunciou que vai concorrer ao cargo. O deputado disse que uma candidatura da oposição terá o apoio da maioria dos deputados, que, segundo Aleluia, querem uma Câmara com mais autonomia e que não fique votando, em sua maioria, medidas provisórias e projetos de lei do Governo. Aleluia disse que não vai buscar apoio de partidos, mas de cada deputado individualmente, já que o voto para os membros da Mesa é secreto. O líder do PFL não quis comentar a indicação pelo PT do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh à presidência, mas destacou que sempre houve o entendimento de que não é exclusividade da maior bancada poder indicar candidato à presidência da Casa.