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Polícia

Sobe para 77 número de denúncias contra médico de Novo Hamburgo

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A Polícia Civil de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, informou na tarde desta quarta-feira (28) que subiu para 77 o número de boletins de ocorrência registrados contra o médico João Batista do Couto Neto, de 46 anos. Do total, 20 casos são de óbitos denunciados por familiares de pacientes que realizaram algum tipo de cirurgia com o suspeito. Investigado por negligência médica que teriam provocado lesões graves e mortes, a polícia acredita que o cirurgião já fez mais de 100 vítimas. “Estamos focando nas oitivas das vítimas e familiares dos que foram a óbito, apenas do ponto de vista criminal por enquanto”, informou o delegado Tarcísio Kaltbac, que coordena as investigações. De acordo com o delegado, até o momento, familiares e enfermeiros que trabalharam com Couto Neto, especialmente no Hospital Regina, de onde parte a maioria das denúncias, prestaram depoimento. A partir dos relatos, a polícia concluiu que o modus operandi era o mesmo: o médico realizava uma cirurgia em um órgão e acabava perfurando outra região do corpo. Os pacientes que apresentavam piora no quadro de saúde após os procedimentos também eram tratados com descaso, segundo testemunhas. “O tratamento pós-cirúrgico nas vítimas e pacientes que nos procuraram era um verdadeiro descaso, com requintes de crueldade e desumanidade. O fato de não dar a devida importância às queixas das vítimas, minimizando estes relatos, acabava por agravar muito o quadro clínico no pós-operatório das vítimas, o que em inúmeros casos levaram a óbito”, informou Kaltbac. Até a manhã desta quarta-feira, a polícia registrava 73 denúncias contra o médico, que só atuava na rede particular. Registros médicos apontam que Couto Neto chegava a acumular até 25 cirurgias em um mesmo turno de plantão.

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