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Cidades que perdem moradores t�m alta taxa de analfabetismo

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Rio de Janeiro - A taxa mais elevada de analfabetismo de pessoas maiores de 15 anos, de 23,6%, assim como a menor média de anos de estudo, de 4,5 anos, e as menores taxas de escolarização foram registradas nos municípios onde foi registrada perda populacional. Em 2000, a taxa de analfabetismo era de 13,6% e a média de anos de estudo de 6,2 anos para todo o país. A taxa de alfabetização mais elevada, de 88,9%, foi encontrada nos municípios que tiveram crescimento populacional entre 1,5% e 3% ao ano. A maioria deles, 69,9%, tem população acima de 100% habitantes. Nestes municípios foi registrada a maior média de anos de estudo, acima da média nacional, de 6,6 anos. O número de pessoas ocupadas é maior entre a população dos municípios com perda populacional. Porém, dos ocupados maiores de 10 anos, 46,5% tinham rendimento de até um salário mínimo. Os maiores rendimentos, acima de 20 salários mínimos, foram registrados nos municípios que tiveram crescimento populacional abaixo da média nacional. Fazem parte deste grupo municípios como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Vitória. Nos municípios com crescimento médio anual foi registrado o mais baixo nível de fecundidade, de 2,21 filhos por mulher. Nesta situação estão municípios das áreas metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo, área litorânea do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de grande parte do litoral nordestino. Já os municípios com declínio de população têm a maior taxa de fecundidade encontrada, de 2,75. A média nacional é de 2,38 filhos por mulher. A mortalidade infantil é mais grave em municípios com perda populacional, em sua maioria com até 50 mil habitantes. Nestes municípios, a taxa de mortalidade de menores de 1 ano de idade para cada 1.000 nascidos vivos foi de 36,4 óbitos, ou seja, bem acima da média nacional que é de 29,7%. A menor taxa de mortalidade infantil, de 27 óbitos, foi registrada nos municípios com crescimento populacional médio.

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