Nacional
Viol�ncia explode no Iraque e faz novas mortes
Insurgentes mataram ao menos 25 pessoas, a maior parte policiais iraquianos, em múltiplos ataques no triângulo sunita [principal foco de rebeldes iraquianos] ontem. Os ataques ocorreram um dia após a divulgação de uma fita atribuída a Osama bin Laden, da rede terrorista Al Qaeda, reconhecendo o jordaniano Abu Musab al Zarqawi como seu representante no país e pedindo um boicote às eleições de 30 de janeiro. Também ontem um grupo reivindicou a autoria da execução de oito empregados iraquianos de uma companhia de segurança americana. Em Tikrit [180km ao norte da capital], 12 policiais foram mortos em um ataque rebelde. Os rebeldes mataram os policiais e explodiram o prédio. Em Baquba [57km a noroeste da capital], cinco pessoas morreram e outras 26 ficaram feridas em ataque com carro-bomba. Também lá, um atirador assassinou o capitão Na?em Muhanad Abdullah, comandante da polícia local, e feriu outras três pessoas. Em Samarra, um suicida detonou um carro e feriu dez pessoas, incluindo três crianças. Um carro-bomba também explodiu no vilarejo de Muradiya, a nordeste de Bagdá, matando cinco civis e ferindo dezenas de pessoas, segundo Ahmed Fouad, do Hospital Geral de Baquba. O grupo sunita de maior proeminência no Iraque, o Partido Islâmico do Iraque, retirou-se das eleições presidenciais na segunda-feira. Segundo seus dirigentes, a violência no norte e no oeste do país pode prejudicar o processo eleitoral, e favorecer fraudes. O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou ontem, durante uma entrevista em Washington, que o Parlamento iraquiano precisará ter uma ?mistura étnica?, para que seja representativo perante ao governo. Ele também pediu aos líderes do Partido Islâmico do Iraque para que voltem atrás na decisão de não concorrer nas eleições parlamentares.