Nacional
Jo�o Paulo aposta na vit�ria de Greenhalgh
Brasília - O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), garantiu que a bancada do PT está unida em torno da candidatura do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) à presidência da Câmara. ?A candidatura do deputado Greenhalgh continua uma tradição. O partido majoritário sempre indica o presidente. É evidente que uma tradição pode ser rompida a qualquer momento, mas nós estamos trabalhando, estamos construindo a candidatura do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh e eu tenho certeza de que ela será vitoriosa em 15 de fevereiro?, afirmou João Paulo. Sobre um possível lançamento de candidatura independente do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) à presidência da Casa, João Paulo Cunha disse que ainda é cedo para fazer qualquer afirmação nesse sentido. ?O deputado Virgílio tem muito prestígio na Casa. Evidentemente que ele foi preterido na disputa interna do partido, mas continua com muita força? afirmou. ?Precisamos conversar direitinho com ele (Virgílio) para ver como ele se integra a esse projeto novo na Câmara em 2005. Vamos aguardar, eu acho que é cedo ainda para fazer qualquer afirmativa de que a candidatura dele será colocada no Plenário?, acrescentou. Desmentido O deputado Virgílio Guimarães (PT/MG) desmentiu ontem a possibilidade de lançar seu nome para candidatura avulsa à presidência da Câmara. ?Isso é uma especulação. Essa questão não está posta neste momento?, disse o parlamentar. Ele explicou que a candidatura avulsa a qualquer dos cargos das Mesas Diretoras das Câmaras e do Senado é um princípio defendido pelo Partido dos Trabalhadores, mas a concorrência entre candidatos do mesmo partido ?deve ser evitada?. As declarações foram feitas no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No último dia 22, por aclamação, o ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) foi escolhido candidato do PT à presidência da Casa. A disputa começou com sete postulantes, e, depois, permaneceram apenas os deputados Virgílio Guimarães, Professor Luizinho (SP), Arlindo Chinaglia (SP) e Luiz Eduardo Greenhalgh (SP). Disputa Questionado se o nome de Luiz Eduardo Greenhalg seria o melhor para o partido, Virgílio respondeu: ?É o nome que está posto. A comparação tem que ser feita no momento da escolha e o partido escolheu o nome dele. O grande gesto que fiz em defesa dele foi quando abri mão da minha candidatura, a pedido do presidente do partido e de outras lideranças, para evitar oferecimento de candidaturas alternativas?, disse. O deputado Arlindo Chinaglia, que também participou da reunião com o presidente Lula, anunciou que já foi constituído um ?comando político? para fortalecer a candidatura de Greenhalgh à presidência da Câmara. Ele também negou a existência de uma candidatura avulsa dentro do próprio PT. ?Eu creio que a atitude mais adequada para nós agora é trabalharmos pela candidatura de Luiz Eduardo. Nós não podemos reagir, temos de agir?, afirmou. Depois de a bancada petista indicar Greenhalgh, o líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), anunciou que também vai concorrer à presidência da Câmara nas eleições de 14 de fevereiro. É tradição na Câmara e no Senado que a maior bancada indique os candidatos à presidência das duas Casas. Não há, entretanto, impedimento legal para o lançamento de candidaturas avulsas a qualquer dos cargos das Mesas Diretoras das Câmara e do Senado. Na Câmara, o PT tem a maior bancada e, pela tradição, o direito de presidir a instituição. No Senado, esse direito cabe ao PMDB, detentor da maior bancada. Acordo De acordo com o ministro da Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo, Luiz Eduardo Greenhalgh deverá ser o novo presidente da Câmara dos Deputados, a ser eleito no pleito de 14 de fevereiro. ?Onde há acordo e tradição no respeito a acordos, a tradição deve ser respeitada?, afirmou ontem, no Palácio do Planalto, em referência ao acordo tradicional no Congresso com base no qual a presidência cabe sempre à maior bancada em cada uma das Casas. ?Por essa tradição, a presidência do Senado caberia ao PMDB, e a da Câmara, ao PT. O PT já escolheu o seu candidato, e nós estamos trabalhando para a construção do apoio das lideranças e da base do governo ao candidato natural, dentro do acordo e da tradição que têm prevalecido na Câmara?, disse.