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Aprovado �s pressas, Or�amento deve ter cortes

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Brasília - O ministro interino do Planejamento, Nelson Machado, admitiu ontem que o Orçamento do próximo ano deverá sofrer cortes. Segundo Machado, somente a partir da segunda quinzena de janeiro o governo terá condições de avaliar as mudanças realizadas pelo Congresso. Os parlamentares aprovaram o Orçamento, às pressas, na madrugada de quarta-feira. Agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 15 dias para sancioná-lo. Ontem, técnicos da Comissão Mista de Orçamento ainda trabalhavam para organizar todas as alterações feitas até a última hora. ?É provável não abrirmos todas as dotações no início do ano. Precisamos estar seguros de que as receitas se realizarão. É possível ter restrições em um conjunto de despesas?, disse Machado. Na quarta-feira, ainda durante a votação do Orçamento, o presidente da comissão mista, deputado Paulo Bernardo (PT-PR), já havia adiantado que o governo poderia contingenciar despesas no início de 2005. O bloqueio de despesas vem sendo adotado sistematicamente pelo governo nos primeiros meses de cada ano. Apesar disso, o deputado petista afirmou que, nos últimos dez anos, as projeções aprovadas pelo Congresso têm sido confirmadas ao final do exercício fiscal. ?O Congresso tem acertado mais que o governo. Mas é claro que o governo tem que fazer uma gestão inicial mais conservadora, com prudência?, disse Bernardo. Ele acrescentou que o presidente não deverá vetar nenhum dispositivo do Orçamento, já que dispõe do mecanismo de contingenciamento. Politicamente, o veto seria mais desgastante para o Palácio do Planalto. O deputado disse também que, nos primeiros meses do ano, o governo geralmente paga apenas obras e serviços contratados no ano anterior. ?Por causa da pressão dos parlamentares e dos ministérios, o governo empenhou muita coisa neste fim de ano. Isso só será pago no ano que vem?.

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