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No Sri Lanka, v�timas podem chegar a 40 mil
São Paulo ? Autoridades do Sri Lanka, na Ásia meridional, região que foi duramente castigada no dia 26 de dezembro após um terremoto causar tsunamis (ondas de grande envergadura provocadas por tremores no leito oceânico), anunciaram ontem que o total de mortos na tragédia pode chegar a 40 mil. O Ministério Público atualizou na manhã de ontem o número de vítimas, elevando os mortos de 30.920 para 38.195. O país tem ainda 6.020 pessoas desaparecidas. O comunicado do governo não deixa claro se entre os 7.275 mortos a mais divulgados nesta segunda-feira estão sendo consideradas as 6.020 pessoas que ainda não foram encontradas. Até o momento, a cifra total de vítimas da tragédia, que devastou 11 países no sul da Ásia e no leste da África, chega a 162 mil mortos, além dos desaparecidos. ?Corpos continuam sendo encontrados sob escombros?, disse Thilak Ranavirajah, secretário do Ministério da Segurança Pública do Sri Lanka. O Centro de Administração, que faz parte da Presidência, concorda com a previsão. ?Nós estamos prevendo que as mortes cheguem a 40 mil?, disse R. M. Jayasinghe, diretor do Centro de Administração. ?Talvez essa elevação do total dos mortos ocorra em um mês... Nós precisamos decidir se os desaparecidos estão realmente mortos?, acrescentou. Terror iminente Notícia que agravou ainda mais a tensão nas regiões afetadas pelo maremoto do último dia 26, o governo dinamarquês disse ontem ter recebido informações sobre ataques terroristas contra membros das equipes de ajuda na Província de Aceh, Indonésia, uma das regiões mais devastadas pela tsunami. ?Recebemos informações de fontes no local que alguém planeja um ataque que poderá acontecer hoje [ontem]?, afirmou o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Niels Erik Andersen, durante um anúncio na rede de TV pública DR. Mais cedo, o ministro disse em um comunicado que recebeu ?informações sobre o planejamento de ataques terroristas contra membros estrangeiros das equipes de ajuda?, em Aceh. Um membro da ajuda humanitária dinamarquês, que não quis ser identificado, afirmou que ele e seus colegas foram informados de que um outro grupo de ajuda, baseado em Sumatra (a 180km de Banda Aceh, capital de Aceh) foi ameaçado de ataques terroristas. Um porta-voz do governo indonésio afirmou que o grupo militante Movimento por Aceh Livre pode estar por trás das ameaças. ?Queremos muito saber qual é essa informação que o governo dinamarquês diz possuir?, afirmou Marty Natalegawa, porta-voz do Ministério do do Exterior. ?Baseados nas atividades passadas do grupo, é natural antecipar ações contra equipes humanitárias?, disse. Bakhtiar Abdullah, porta-voz do grupo que vive exilado na Suécia, negou ?veementemente? a acusação. Os contingentes humanitários, entretanto, levaram a ameaça a sério. Soren Benthin, uma das dirigentes da Agência de Gerenciamento de Emergências dinamarquesa, que cuida de um hospital em Banda Aceh, afirmou que os membros da ajuda não estão indo às ruas para prestar socorro aos sobreviventes.