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Iraque imp�e toque de recolher durante elei��es

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Bagdá - O governo do Iraque fechará as fronteiras, ampliará o toque de recolher e restringirá o direito de ir e vir durante a eleição de 30 de janeiro. Segundo as autoridades, o objetivo das ações é proteger os eleitores. O alerta deflagrou um outro conflito no país, encoberto pelos protestos e ataques contra a presença dos EUA no Iraque: a luta pelo poder entre xiitas e sunitas que pode levar o Estado a uma guerra civil, de acordo com o ministro do Interior iraquiano, Falah al Naqib. O boicote das eleições, por parte dos sunitas, e a série de ataques contra líderes xiitas que têm acontecido nas últimas semanas no Iraque, revelam a tensão entre as duas principais facções islâmicas do país. ?Se o boicote nas eleições acontecer - por parte dos sunitas - o povo iraquiano vai entrar em uma guerra civil que irá dividir o país?, disse o ministro. ?A participação deles é importante. O boicote significa uma traição?, declarou Naqib. Políticos sunitas e clérigos pediram a seus seguidores que boicotem as eleições, o que pode inviabilizar os resultados. Sem a eleição de uma assembléia, o governo iraquiano não pode iniciar o desenvolvimento da primeira Constituição do país. ?A participação [dos sunitas] é importante. O boicote significa uma traição?, afirmou Naqib. Ontem pela manhã, um carro-bomba explodiu em frente ao posto de segurança da sede do maior partido xiita do Iraque, o Conselho da Revolução Islâmica do Iraque. Três pessoas foram mortas, e ao menos quatro foram feridas, segundo o Exército americano. Na terça-feira, homens armados assassinaram o candidato xiita Jabbar Sahl, 48. A informação foi divulgada por seus familiares ontem. Vários colaboradores do principal líder xiita iraquiano, o aiatolá Ali al Sistani, foram assassinados nas últimas semanas. Na quarta-feira (12), o xeque xiita Mahmoud al Madahini e seu filho foram mortos em Bagdá. No mesmo dia, a polícia havia descoberto o corpo de Muayad Sami, que pertencia ao Partido Comunista iraquiano. Al Sistani criou uma coalizão xiita que levará às eleições uma lista com nomes de 228 candidatos, representantes dos principais partidos xiitas, e candidatos a participação minoritária de sunitas e curdos independentes. Rebeldes sunitas têm sido responsabilizados por autoridades iraquianas e americanas pela maioria dos ataques no Iraque. O objetivo das ações terroristas é o adiamento ou até mesmo cancelamento das eleições, já que os xiitas iraquianos representam 60% da população do país. Oprimidos durante anos pelo ex-ditador Saddam Hussein, que pertencia à minoria sunita iraquiana (20%), os xiitas apóiam fortemente as eleições, e não querem seu adiamento.

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