loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

D�vida do governo cresce, mas confian�a tamb�m sobe

Ouvir
Compartilhar

Taxas altas de juros e novas vendas de títulos públicos fizeram com que a dívida interna do governo federal somasse R$ 811,97 bilhões em dezembro. Segundo o Tesouro Nacional e o Banco Central (BC), apenas durante o ano de 2004 a dívida teve um crescimento de 11%, ou R$ 80,54 bilhões. Somente entre novembro e dezembro, a dívida subiu 3,44% Os aumentos foram causados principalmente pelos altos juros pagos aos investidores que compram títulos do governo federal. A taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) subiu 1,75 ponto percentual entre setembro e dezembro, para 17,75% ao ano. Como essa taxa serve para remunerar mais da metade dos empréstimos feitos por investidores ao governo por meio da compra de títulos, quanto maior a Selic, mais cresce a dívida. O impacto dos juros só não foi maior porque a queda do dólar teve um efeito positivo no montante da dívida, já que muitos papéis estão atrelados à moeda norte-americana. Apesar do crescimento da dívida de R$ 80,54 bilhões, o mercado está mais confiante sobre a capacidade do governo brasileiro de arcar com os pagamentos. Durante o ano passado, o risco-país ? termômetro da confiança dos investidores ? acumulou queda de 17,5%. Essa redução aconteceu porque é consenso entre analistas de mercado que o principal dado sobre a capacidade de pagamento de um país é um outro indicador: a relação entre a dívida líquida do setor público (União, Estados, municípios e estatais) e o Produto Interno Bruto (PIB). Esse dado é mais complexo porque leva em consideração as dívidas de todas as esferas de governo ? e não apenas do governo federal ? e também porque relaciona o montante com a capacidade de um país gerar riqueza para pagá-la. Durante 2004, como o PIB deve ter crescido em torno de 5% - o índice só será divulgado no final de fevereiro - a relação dívida/PIB caiu de 57,2% no início de janeiro para um número estimado pelo BC em torno de 51% ao término de dezembro.

Relacionadas