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Nº 5756
Nacional

Negocia��o para liberdade do engenheiro ainda n�o come�ou

O embaixador brasileiro  em Amã, na Jordânia, Antonio  Carlos Coelho da Rocha, afirmou ontem à Folha Online que as negociações com os seqüestradores do engenheiro  brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, feito refém no  Iraque na semana passada,  ain

Por | Edição do dia 26/01/2005 - Matéria atualizada em 26/01/2005 às 00h00

O embaixador brasileiro  em Amã, na Jordânia, Antonio  Carlos Coelho da Rocha, afirmou ontem à Folha Online que as negociações com os seqüestradores do engenheiro  brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, feito refém no  Iraque na semana passada,  ainda não começaram. “Não estão sendo feitas negociações. Nada foi pedido ainda porque não houve contato por parte dos seqüestradores”, afirmou o embaixador. De acordo com Rocha, a estratégia a ser tomada para solucionar o caso está em andamento. Por enquanto, a embaixada busca informações e faz contato com fontes. A embaixada também aguarda a chegada de Affonso Celso de Ouro-Preto, embaixador itinerante baseado em Brasília enviado especialmente a Amã para cuidar do caso. “Devido à gravidade da crise, ele foi designado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para acompanhar o caso de perto”, afirmou Rocha. Segundo o embaixador, a estratégia só será definida após a chegada de Ouro-Preto – prevista para a madrugada desta quinta-feira (27) – e após conversas com o Itamaraty. Rocha diz acreditar que o seqüestro do brasileiro tenha relação com a proximidade das eleições no Iraque – marcadas para o próximo domingo (30). “A intensificação da ação terrorista no Iraque acontece devido às eleições. A intenção dos terroristas é ‘descarrilar’ o processo, evitar o sucesso das eleições”, afirmou. “O boicote destes grupos às eleições é total, mas o processo acontecerá de qualquer maneira”. De acordo com o embaixador, ainda não está definida a ida de Ouro-Preto ao Iraque. “Não é certo que ele vá ao Iraque, isso só deve acontecer se houver necessidade. Em princípio, ele está sendo enviado para ficar alguns dias em Amã”, afirmou. A embaixada não mantém contato direto com a família do engenheiro no Brasil. Segundo Rocha, os contatos são mantidos com a Odebrecht [empresa para a qual trabalha Vasconcellos Jr.], que está trabalhando em conjunto com o Itamaraty para solucionar o seqüestro.

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