app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Nacional

Beija-Flor � tricampe� no carnaval do Rio

Rio de Janeiro - A Beija-Flor conquistou o tricampeonato no Grupo Especial do  Carnaval do Rio de Janeiro. A  escola de samba obteve 399,4 dos 400 pontos possíveis. Valorizando a comunidade – apenas 1.840 das 4.340 fantasias foram vendidas –, a escola fe

Por | Edição do dia 10/02/2005 - Matéria atualizada em 10/02/2005 às 00h00

Rio de Janeiro - A Beija-Flor conquistou o tricampeonato no Grupo Especial do  Carnaval do Rio de Janeiro. A  escola de samba obteve 399,4 dos 400 pontos possíveis. Valorizando a comunidade – apenas 1.840 das 4.340 fantasias foram vendidas –, a escola fechou o desfile da segunda-feira com o enredo “O Vento Corta as Terras dos Pampas. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete Povos na Fé e na Dor... Sete Missões de Amor”, sobre as missões jesuíticas no Rio Grande do Sul. Normalmente, há notas de quatro jurados para cada quesito. Entretanto, como uma jurada passou mal durante a primeira noite de desfiles e teve que deixar o sambódromo, a nota mais alta do quesito “samba-enredo” foi contabilizada duas vezes. Pelo segundo ano consecutivo, a Unidos da Tijuca é a vice-campeã do carnaval. A Tradição foi rebaixada e, no próximo ano, deve desfilar no Grupo de Acesso. Desfile Com o açoitamento de Jesus Cristo representado na avenida, a Beija-Flor tratou também da expansão da fé cristã, do modo de vida dos índios guaranis antes da chegada dos jesuítas e do contraste entre as culturas européia e indígena. O fim do período de catequização foi apresentado com o tratado de Madri, que revogou o de Tordesilhas e deu à Coroa Portuguesa o direito formal ao território gaúcho. Além das alas dirigidas por Hilton Castro, algumas alas da comunidade criaram coreografias próprias. Uma delas, dos centuriões de Herodes, teria sido inspirada em soldados nazistas. Com a chegada de um novo rei, Herodes ordena que eles matem todas as crianças com menos de dois anos.A polêmica ligação entre carnaval e religião já faz parte da história da escola de Nilópolis. Em 2003, com um enredo sobre a preservação da Amazônia, a Beija-Flor acabou modificando em cima da hora uma coreografia que trazia um duelo armado entre Jesus Cristo e Satanás. A princípio, Cristo mataria a criança, mas, no final, ela acabou morta pelo diabo e ressuscitada por Cristo. Em 2002, a escola acabou “escondendo” entre os passistas uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, por causa de protestos da Arquidiocese do Rio. Em 1989, em um dos enredos lendários do carnaval carioca, “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”, o carnavalesco Joãosinho Trinta ocultou sob sacos de lixo a imagem do Cristo Redentor, com o texto “mesmo proibido, olhai por nós”.

Mais matérias
desta edição