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Em Manaus, sede da Funai est� fechada
A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Manaus, que ficou ocupada por índios durante 39 dias, deverá permanecer fechada por tempo indeterminado. Segundo o presidente em exercício do órgão, Roberto Lustosa, não existe garantia de segurança para os funcionários continuarem trabalhando. ?Não havia nem tranqüilidade nem segurança para os funcionários trabalharem. Os funcionários estavam sendo ameaçados por grupos que estavam no local?, disse Lustosa. A ocupação à sede da Funai de Manaus começou no dia 3 de janeiro. Cerca de 30 índios ainda permaneciam no prédio até quinta-feira, apesar de a reintegração de posse já ter sido concedida pela Justiça Federal no fim de janeiro. Uma das reivindicações do grupo era demarcação da terra indígena mura, em Autazes (113 km ao leste de Manaus). Os índios queriam também a exoneração do administrador, o sertanista Benedito Rangel ? o que acabou ocorrendo, a pedido do próprio funcionário. Rangel foi substituído por um interventor, Manuel Alves de Paula, nomeado pela direção nacional da Funai. O presidente em exercício informou que a Funai já solicitou à Justiça o pedido de intervenção da Polícia Federal para controlar a situação na capital do Amazonas. De acordo com ele, não há previsão para reabertura da Funai. Segundo Lustosa, o administrador interino está retornando a Brasília. ?Nós estamos sempre na iminência de ser invadido. Isso cria um clima de insegurança muito grande e torna inviável a gestão de qualquer administrador que venha a ser nomeado?, argumentou. Segundo Lustosa, a exigência dos índios de indicarem o administrador de Manaus não tem como ser atendida. ?Isso está fora de questão porque foi colocado praticamente como uma imposição?, afirmou.