loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Presidente v� radicalismo na oposi��o, diz Renan descartando crise pol�tica

Ouvir
Compartilhar

Brasília - Em reunião para discutir a reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito ontem não entender a ?radicalidade? da oposição pelo fato de ele ter afirmado que escondeu um suposto caso de corrupção ocorrido no governo passado. ?O presidente da República não quer antecipar 2006 e não entende o porquê dessa radicalidade. Ele disse que vai fazer o possível para essa radicalidade não contaminar os rumos do País e da economia?, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que participou do encontro. Em discurso na quinta-feira da semana passada, o presidente Lula disse que orientou ?um alto companheiro? a não divulgar um suposto caso de corrupção ocorrido durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Devido à reação violenta da oposição, o Planalto montou uma operação para tentar enterrar o caso. ?É difícil desdobrar uma declaração dessa em uma crise política relevante. Os ânimos tendem a arrefecer. No que eu puder colaborar para que isso aconteça vou fazer?, disse Renan, que avalia que a questão já está resolvida. A versão oficial é que o presidente estava se referindo a uma conversa com o então presidente do BNDES, Carlos Lessa, sobre a compra da Eletropaulo pela EAS, financiada pelo banco. ?Eu entendo que, ao dizer aquilo o presidente quis preservar a instituição [BNDES], não quis contaminar o ambiente econômico e sabia, principalmente, que a investigação estava em curso?, afirmou Renan. Embaixo do tapete Na mesma linha de argumentação, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou ontem que as declarações de Lula a respeito de corrupção no governo anterior não indicam conivência por parte do atual governo, que, segundo o ministro, é ?implacável com a corrupção?. De acordo com o ministro, ?as questões? mencionadas no discurso de Lula já estão sendo investigadas. ?Seria uma profunda injustiça com esse governo dizer que nós jogamos corrupção para debaixo do tapete?, afirmou o ministro após almoçar com Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Relacionadas