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Lula re�ne ministros no Pal�cio do Planalto

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Brasília - Às vésperas de anunciar a reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem à noite, no Palácio do Planalto, uma reunião com os ministros da coordenação política. O tema do encontro foi o cenário econômico brasileiro. Por isso, o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participaram da reunião. Também estiveram presentes, como ocorre normalmente nas reuniões da coordenação, os ministros José Alencar (Defesa), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Aldo Rebelo (Coordenação Política), Antonio Palocci (Fazenda) e Jaques Wagner (Desenvolvimento Econômico e Social). Também estava prevista a participação de Luiz Gushiken (Comunicação). De acordo com entrevista concedida pelo líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), esta semana, a reforma ministerial será anunciada a partir da semana que vem. Segundo ele, o presidente Lula faria ?as últimas consultas? assim que chegasse da viagem ao Uruguai, o que ocorreu na noite de quarta-feira. Adiada desde novembro, Lula havia decidido voltar ao assunto somente depois das eleições para a presidência da Câmara. A reforma, que serve para consolidar o governo de coalizão, deverá acontecer em um momento em que o Planalto aumentou a dependência dos aliados para recompor a base de sustentação no Congresso e solidificar acordos para a reeleição. Dentro desta estratégia, desde a semana passada, ministros do governo se encontram com parlamentares do PMDB em uma ?tentativa de aproximação?. PSDB e CPIs O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu aos senadores da base do governo para assinarem os pedidos de instalação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A primeira sobre suposta corrupção no processo de privatização do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e a segunda sobre o caso Waldomiro Diniz (ex-assessor do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu), que poderia configurar corrupção no atual governo, segundo ele. O senador manifestou sua confiança na obtenção das 27 assinaturas necessárias, uma vez que já conseguiu 22 para cada um dos pedidos. E considerou estranho e inadmissível que o governo não queira investigar os dois casos. ?Tenho certeza de que Lula não foi eleito para ser engavetador de denúncias. Em discurso feito em agosto de 1999, Lula clamou pela investigação sobre privatizações do governo Fernando Henrique, afirmando ?ser necessário tirar essa gente do poder?. Por que agora não quer uma CPI para investigar? O que mudou??, questionou. A tentativa de Virgílio de instalar as duas CPIs foi motivada pelas declarações do presidente Lula, que na quinta-feira passada, no Espírito Santo, disse ter omitido informações sobre supostos casos de corrupção em processos de privatização.

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