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Garota que foi envenenada est� com infec��o
Uma leve infecção urinária é o único sintoma apresentado pela adolescente de 15 anos que sobreviveu a um envenenamento por arsênico e está internada no Hospital Vera Cruz, em Campinas (95km de São Paulo), desde que foi localizada, em Cascavel (PR), depois de passar 11 dias desaparecida. No início de fevereiro, os pais dela, o médico homeopata Hudson da Silva Carvalho, 46, e Thelma Almeida Carvalho, 43, e a irmã mais velha, de 17 anos, morreram envenenados por arsênico, segundo laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Adolfo Lutz. Segundo o diretor-técnico do hospital, Vitório Vérri, ao ser internada para observação devido à suspeita de que ainda houvesse resquícios de arsênico em seu organismo, a adolescente reclamou apenas de incômodo ao urinar. ?Os exames físicos estão normais, a não ser por uma infecção urinária discreta. Um antibiótico específico foi receitado para o tratamento?, disse. Para o médico, psicologicamente, a adolescente está ?normal?. ?Manteve-se bastante calma, conversando normalmente e cooperante?. Amostras de urina dela foram colhidas e encaminhadas a um laboratório que verificará a possível presença de arsênico. Um laudo divulgado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pouco depois da fuga - em 21 de fevereiro - constatou que ainda havia resquícios da substância no organismo da jovem. Mais de um mês após as mortes, a Polícia Civil ainda tenta identificar a origem da contaminação.