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Lula inaugura submarino sem discurso de improviso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, participaram ontem do batismo e lançamento do submarino Tikuna, o quarto construído no Brasil, no Rio de Janeiro. Lula contrariou o hábito de improvisar discursos e se ateve a uma mensagem lida por um oficial da Marinha. Do lado de fora do Distrito Naval, cerca de 2.500 mata-mosquitos protestavam pedindo efetivação na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O presidente não chegou sequer a ver os manifestantes. Segundo Sebastião Berriel, organizador do protesto, eles foram impedidos de entrar em contato com o presidente. O movimento começou às 10h30 na Central do Brasil. Reintegrados Segundo Berriel, os funcionários participaram de concursos do município e do Estado do Rio de Janeiro. Eles foram reintegrados à Funasa em 2003 com contrato temporário até setembro deste ano. Eles reivindicam a efetivação após 16 anos de serviço público e afirmam ter dificuldade para encontrar trabalho, pois já se encontram na faixa dos 45 anos. Em dezembro, o Ministério do Planejamento fez parecer contrário à regularização dos funcionários, segundo Berriel. Na sexta-feira, 600 dos 5.500 funcionários que correm o risco de não ter o contrato renovado partirão em caravana para Brasília. Tikuna Os protestos passaram longe do presidente, que chegou de helicóptero às 10h45 ao Distrito Naval. A mensagem de Lula, lida por um oficial, afirma que o Tikuna é o mais avançado submarino já construído no País. O submarino faz parte do Programa de Reaparelhamento da Marinha, iniciado em 1979. O país conta hoje com cinco submarinos: Tupi, Tamoio, Timbira, Tapajó e Tikuna. Os quatro últimos foram construídos no Brasil.

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