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PF investiga tabela de pre�os cobrados por pistoleiros no PA

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A Polícia Federal (PF) do Pará instaurou inquérito para investigar uma suposta tabela de preços que seriam cobrados por pistoleiros para matar pessoas envolvidas com conflitos agrários no Estado. Em depoimento à própria PF, Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista, que foram indiciados por envolvimento na morte da missionária Dorothy Stang, contaram que teriam recebido uma proposta de R$ 50 mil para assassinar a freira. Depois do crime, o ?preço do serviço? teria caído para R$ 10 mil, mas os dois acusados disseram que receberam somente R$ 50 para fugir. ?Queremos apurar todos os detalhes desta tabela. A imprensa já publicou até os valores e vamos ouvir a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para checar as informações?, disse o delegado da PF Ualame Machado. Além de Rayfran Sales e Clodoaldo Batista, também estão envolvidos na morte da missionária Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, único que está foragido - os outros três permanecem presos em Belém. O delegado Machado disse, também, que a PF está ?fechando o cerco? para localizar e prender o fazendeiro Bida, acusado de ser o mandante do crime. A missionária foi morta no último dia 12 de fevereiro, em Anapu (PA), com seis tiros. ?Estamos monitorando cinco cidades do Pará, onde acreditamos que ele está?, disse o delegado, que não quis citar os nomes dos municípios para preservar as investigações. No total, 33 agentes federais e outros 40 policiais civis e militares estão à procura de Bida. Ualame Machado disse que localizou a provável área onde o fazendeiro está depois de confrontar ligações anônimas que têm chegado à Polícia Federal. ?Recebemos em média sete ligações por dia e 80% deles dizem que Bida está na área que estamos monitorando mais atentamente?. Nos últimos dias, o fazendeiro já foi procurado, sem sucesso, em um pequeno hotel de Florianópolis e em uma fazenda do Mato Grosso. Para facilitar a identificação de Bida, a PF começou a distribuir ontem fotografias recentes do fazendeiro e imagens transformadas em computador. ?Desenhamos fotos em que ele aparece de bigode, com a barba crescida ou por fazer, com os cabelos pintados, por exemplo?, disse o delegado. As fotos foram colocadas em residências, estabelecimentos comerciais, igrejas, sindicatos e carros da própria PF. Os envolvidos na morte da missionária foram indiciados por homicídio duplamente qualificado (pena de 12 a 30 anos de prisão). Ontem, a Justiça do Pará decidiu que Bida será julgado separadamente dos outros três envolvidos. A medida foi tomada para evitar a prescrição do prazo -_depois de 20 anos sem ser encontrado, Bida estaria livre de responder pelo crime que teria praticado. No final da noite de ontem, o juiz Lucas do Carmo, responsável pelo processo que apura a morte da missionária, marcou para o próximo dia 29 o depoimento de Bida. Se o fazendeiro não for encontrado ou se entregar até este dia, o juiz vai expedir uma notificação por edital informando que Vitalmiro Moura é procurado pela Justiça em todo o País.

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