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Presidente Lula discute reforma ministerial neste fim de semana

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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica neste fim de semana em Brasília para negociar a reforma ministerial. No domingo, Lula tem uma reunião com o presidente nacional do PT, José Genoino, e com o ministro José Dirceu, da Casa Civil, para tratar do assunto. A expectativa é que o anúncio da reforma aconteça ainda no início da próxima semana. O presidente enfrenta, neste momento, dificuldades para acomodar todos os aliados na Esplanada e, principalmente, para acalmar os ânimos petistas. O partido não quer que nomes emblemáticos, como o do ministro das Cidades, Olívio Dutra, sejam atingidos com a reforma. O tamanho da reforma, bem como os nomes dos ministros a serem substituídos, são informações guardadas com o máximo sigilo pelo presidente Lula. Isto, no entanto, não impede que novos boatos surjam a cada dia em Brasília. Em Brasília, comenta-se que Alencar sairia para dar espaço ao senador José Sarney (PMDB-AP), ex-presidente do Congresso e principal aliado do governo em seu partido. As especulações apontam ainda que a senadora Roseana Sarney (MA) deve deixar o PFL, ingressar no PMDB e pode ocupar um ministério. Já se especulou que Roseana ficaria com o Planejamento, com a Integração Nacional e as Comunicações. Outro rumor que agitou os bastidores políticos foi a possível indicação do senador peemedebista Romero Jucá (RR) para o Planejamento. Esta é uma pasta que os aliados do governo não querem. O presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), e lideranças do PP já disseram que não estão interessados no ministério. Eficiência A reforma ministerial tem como objetivo dar mais eficiência ao governo e abrir espaço no Executivo para os partidos que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso, segundo o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo. Apesar de ser um dos cotados para mudar de cargo, o ministro manteve ontem uma agenda normal de trabalho e encontros com representantes de sindicatos e industriais em São Paulo. O ministro chegou a dizer que ?não pode haver partido de segunda linha? no governo e que é preciso trazer para o Executivo a ?união de forças? que já existe no Legislativo.

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