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M�e do jogador Lu�s Fabiano � seq�estrada

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São Paulo - Sandra Helena Clemente, de 43 anos, mãe do jogador de futebol Luís Fabiano, foi seqüestrada ontem de manhã. Ela mora em Campinas e foi levada quando conversava com a madrasta, a 150 metros de sua casa. Um pedreiro viu tudo. A mãe de Luís Fabiano mora num conjunto habitacional com o filho mais novo, de apenas 7 anos. Os seqüestradores ainda não entraram em contato com a família. Segundo a testemunha, eles estavam em um carro de cor escura. Luís Fabiano, ex-jogador do São Paulo e campeão da Copa América de 2004 pela seleção brasileira, foi informado do seqüestro quando estava concentrado para o jogo do Porto contra o Nacional da Ilha da Madeira pelo Campeonato Português. O atleta participou normalmente do primeiro tempo da partida e foi substituído no intervalo pelo compatriota Cláudio Pitbull, ex-Grêmio. O atacante quase fez um gol aos 14 minutos. Líder da competição, ao lado do rival Benfica, o Porto foi goleado pelo Nacional, por 4 a 0, no estádio do Dragão. Terceiro Luís Fabiano é o terceiro jogador de futebol a ter a mãe seqüestrada nos últimos cinco meses. Há 16 dias, a mãe do atacante Grafite, do São Paulo, foi levada de casa, em Campo Limpo Paulista, na região de Jundiaí. O pai e o irmão do jogador foram amarrados pelos três bandidos. Ilma de Castro Libânio, de 51 anos, passou 26 horas no cativeiro, na região rural de Arthur Nogueira. A polícia prendeu duas pessoas em flagrante. Um terceiro bandido - já identificado e apontado como mentor do seqüestro - permanece foragido. Drama maior enfrentou Robinho, do Santos. Em novembro do ano passado, o atacante também teve a mãe, Marina de Souza, seqüestrada. Robinho ficou 41 dias sem jogar, até que o caso fosse resolvido. A mãe do jogador do Santos foi seqüestrada enquanto participava de um churrasco na Praia Grande, na Baixada Santista. Sem usar máscaras ou capuzes, dois homens armados invadiram a residência, renderam os convidados e a levaram. Outras três pessoas ficaram presas em um banheiro. O primeiro contato dos bandidos com a família foi feito 72 horas depois de dona Marina ser levada. Depois houve outras ligações, cada vez mais tensas. Os seqüestradores fizeram diversas exigências, mas teriam permitido contatos entre mãe e filho por telefone e deram à família provas de vida. Numa delas, Marina aparecia em um vídeo com os cabelos cortados. Prova de vida O atacante precisou de sedativos para suportar a tensão. Ele pediu uma prova de vida: dois dias depois recebeu o vídeo. Foi um choque para Robinho ver a mãe quase careca. Dois dias depois, para provar que Marina estava viva, eles mandaram uma foto dela, com data, para o jogador. Em 6 de dezembro, quando o seqüestro completou um mês, Robinho teria pedido nova prova de vida quando um dos seqüestradores ligou. Os criminosos teriam deixado Marina falar com o filho por 30 segundos ao telefone. Ela disse que estava bem e que queria voltar para casa. No dia 17 de dezembro, Marina da Silva Souza foi libertada, por volta das 7h. Marina foi abandonada pelos seqüestradores em Perus, na Zona Oeste de São Paulo, enrolada em um cobertor. Ela pediu ajuda a moradores da região e, da casa de um deles, conseguiu telefonar para a Polícia Militar e para o filho. No cativeiro, Marina perdeu 4,5 quilos.

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