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Severino recebe ativistas gays e diz que leva propostas a plen�rio

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Brasília - Na pauta: quem vai dar um beijo em Severino? Ninguém se candidatou, mas o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) foi avisando: ?A química humana é incontrolável, quem quiser dar um beijo, que dê com gosto?. Isso esclarecido, o grupo de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e simpatizantes marchou com bandeiras de arco-íris pela Câmara dos Deputados ao encontro do arqui-rival do movimento, o presidente Severino Cavalcanti (PP-PE). Eram 35 pessoas representando 15 entidades. Dez anos atrás, o deputado fez fama ao interrogar um ativista gay sobre sua preferência sexual: ?É ativo ou passivo??, questionou, à época o hoje presidente. O alvo da pergunta de Severino estava ontem no grupo -era o secretário da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, Toni Reis. ?Ia lembrar ele disso, mas não quis despertar ciúmes em dona Amélia?, disse Toni Reis, que não foi reconhecido pelo presidente da Câmara. O grupo seguiu animado pelo Salão Verde, ponto de encontro, conversa e articulações dos deputados. ?Somos muitos e estamos em todos os lugares?, comemoravam. Na sala lotada, os ativistas, portando bandeiras, cantavam: ?Severino, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver...?. Severino apareceu e, por alguns segundos, todos aguardavam uma gafe, uma saia-justa - ou, quem sabe, um beijo? Nada. A transexual Andrea Stefany, 30, desistiu da idéia. ?Sou uma moça muito conservadora...?. As reivindicações foram as esperadas, e as palavras de Severino, previsíveis. ?Serei um magistrado?. Levantou aplausos ao dizer, conforme o roteiro, que irá descer da Mesa para combater ?aquilo que não aceita? (leia-se: ?aquela coisa de homem com homem, mulher com mulher?). Mordeu a isca. Para o movimento o que vale é levar as propostas ao plenário. Querem aprovar até o final de maio o crime de discriminação por orientação sexual. A verdadeira batalha é a união civil de homossexuais. Sob o canto triunfal do hino nacional, Severino deixou a sala. Aplaudido, mas sem beijos.

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