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Lula ordena demonstra��o de apoio pol�tico a Juc�

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Casa Civil, José Dirceu, acompanhassem o novo ministro da Previdência, Romero Jucá, na divulgação das primeiras medidas de sua gestão, cujo objetivo é reduzir o déficit e melhorar o atendimento de aposentados, pensionistas e beneficiários. Jucá entrou no lugar de Amir Lando (PMDB-RO), que reclamava de falta de autonomia na gestão do ministério e de apoio político. À cúpula do partido, Lando dizia que não podia demitir ou nomear um funcionário de terceiro escalão no ministério. Chegou a comparar seu cargo, sem liberdade para agir, à figura da rainha da Inglaterra. ?O presidente Lula, quando determinou que acompanhássemos o Jucá nesta entrevista, foi para deixar claro que o ministro terá o apoio de todo o governo. É uma obrigação de todos os ministérios a fim de atuarem apoiando o objetivo do Ministério da Previdência?, afirmou o ministro da Casa Civil. José Dirceu disse que as novas medidas da Previdência, que têm por meta reduzir o déficit do setor de R$ 37,8 bilhões para R$ 32 bilhões neste ano, são importantes para manter o equilíbrio fiscal e, conseqüentemente, garantir o crescimento da economia. ?Nosso objetivo este ano é melhorar a eficiência e a gestão em geral da máquina pública e reduzir os gastos?, disse. ?Vamos transformar este ano no ano da eficiência da máquina pública e da redução dos gastos. O país não pode reduzir gastos sociais, mas pode economizar bilhões e bilhões combatendo a fraude e a sonegação, melhorando os sistemas de compra e gestão e tornando a máquina pública mais eficiente?, argumentou. Jucá, já prevendo que irregularidades possam ?pipocar? como uma reação às novas medidas, disse que vai demitir maus funcionários e manter a Polícia Federal acionada para investigar fraudes e oferta de facilidades. ?Se alguém for procurado por quem quer vender facilidades, denuncie ao ministério ou chame a Polícia Federal porque esse será o tratamento que daremos a quem atuar diferentemente da orientação do presidente Lula e de seu governo?, afirmou. Previdência O governo federal vai editar uma medida provisória com um pacote de medidas para reduzir o déficit da Previdência Social, que, este ano, deve alcançar R$ 37,8 bilhões, segundo projeção do Orçamento 2005. Entre essas medidas estará a imposição de restrições ao pedido de auxílio-doença -benefício recebido pelo trabalhador quando afastado por problemas de saúde. A MP vai exigir do trabalhador um tempo de contribuição à Previdência mínimo de 12 meses para conceder o auxílio. Atualmente, esse prazo é de apenas quatro meses. Ou seja, a partir do quinto mês o trabalhador já pode entrar com o pedido. No caso de auxílio-acidente, não há carência. Além disso, o valor do benefício será calculado com base nas contribuições previdenciárias dos últimos 36 meses e limitado à atual remuneração do trabalhador na ativa. Segundo o ministro da Previdência, Romero Jucá, a medida é necessária porque o valor de alguns auxílios hoje é até 30% superior ao do salário do trabalhador na ativa.

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