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PF prende mais um acusado no crime

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Agência Folha Belém (PA) A Polícia Federal do Pará prendeu ontem à tarde, em Belém, o quinto acusado do assassinato da freira Dorothy Stang. O pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, 40, o Taradão, havia sido chamado à sede da PF para prestar depoimento, mas, após três horas de interrogatório, recebeu voz de prisão do delegado Ualame Machado, que preside o inquérito. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Lucas do Carmo de Jesus, da comarca de Pacajá. Regivaldo foi preso sob a acusação de que iria pagar R$ 25 mil dos R$ 50 mil prometidos aos pistoleiros Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, acusados de matar a freira em 12 de fevereiro em Anapu, oeste do Pará. Segundo Machado, a informação de que Regivaldo foi um dos mandantes do crime só foi confirmada na última terça, durante investigações em Anapu e Altamira. A pista para a investigação foi dada por uma testemunha que prestou depoimento nas últimas semanas. Segundo o promotor Sávio Brabo, coordenador do Grupo de Prevenção e Combate ao Crime Organizado, o envolvimento de Taradão reforça a tese de que houve consórcio de fazendeiros, empresários e pecuaristas para mandar matar a missionária. O primeiro participante do suposto consórcio a ser preso, no dia 27 de março, foi o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, 34, o Bida. Também está preso o suposto intermediário do crime, Amair Feijoli da Cunha, o Tato. Tato, Bida e Regivaldo eram amigos e tinham negócios em Anapu. Regivaldo e Bida chegaram a ser sócios nos três mil hectares de terra do lote 55 da gleba Bacajá. Em 2003, Regivaldo vendeu metade da terra a Bida por R$ 600 mil e a outra metade por mais R$ 1 milhão. A sociedade se desfez depois que Bida e Regivaldo foram multados em R$ 1,5 milhão por manter trabalhadores em regime de escravidão. Machado informou que Regivaldo já foi preso duas vezes pela PF, em 2001 e 2002.

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