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Acusado de intermediar crime d� nova vers�o
AGÊNCIA FOLHA São Paulo Acusado de ser o intermediário do assassinato da missionária Dorothy Stang, 73, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, apresentou ontem sua terceira versão sobre o crime ocorrido em Anapu, no Pará. Em depoimento ao juiz Lucas do Carmo de Jesus, da Comarca de Pacajá (521 km de Belém), Tato inocentou o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, de envolvimento no caso. Galvão foi preso no último dia 7 de abril com base numa denúncia do próprio Tato, que o apontou como mandante do assassinato ao lado do também fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida. Na ocasião, Tato, que está preso desde o dia 19 de fevereiro, pediu para depor novamente ao Ministério Público Estadual e à polícia. Até então, ele negava envolvimento na morte da freira. No segundo depoimento, Tato afirmou que Bida e Galvão iriam ?rachar? os R$ 50 mil que seriam pagos aos pistoleiros Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo. Fogoió confessou ser o autor dos disparos. Ambos estão presos. vingança Ontem, o juiz ouviu novamente os quatro envolvidos no caso. Apenas o depoimento de Galvão foi adiado para segunda-feira. ?Ele manteve as acusações contra o Bida, mas disse que o Regivaldo não tinha relação. Disse que usou isso para se vingar do Regivaldo. Ficou uma coisa obscura?, disse o promotor Lauro de Freitas, responsável pelo caso. Segundo o promotor, Tato não explicou os motivos nem o porquê da vingança. Disse apenas que sentia raiva pelo fato de Galvão, que foi sócio de Bida, ?ter sido falso e tirado sarro quando comprou parte do lote de Bida?. O promotor informou que mesmo que os advogados de Galvão peçam a libertação do fazendeiro, na próxima semana, a Promotoria argumentará ser contrária.