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Lamy se diz favorito � diretoria da OMC
| AFP O francês Pascal Lamy disse ontem que se considera o grande favorito para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC), cargo que disputa com Carlos Pérez del Castillo (Uruguai) e Jayen Cuttaree (Ilhas Maurício). Lamy, ex-comissário europeu de Comércio, conta com firme apoio dos 25 países da União Européia (UE) e com a aparente simpatia dos Estados Unidos. Além disso, o próprio candidato afirmou em entrevista à imprensa em Paris que também tem o apoio de outros países em desenvolvimento. ?Hoje, de acordo com todos os critérios e, especialmente, segundo critérios da diversidade Norte-Sul, estou claramente à frente na corrida para dirigir a OMC?, disse Lamy. Ele liderou a lista dos quatro candidatos iniciais na primeira rodada de consultas, sexta-feira passada, na sede da OMC, em Genebra. Na ocasião, o ex-comissário superou o chanceler das Ilhas Maurício, Jayen Cuttaree, e o ex-embaixador uruguaio na OMC, Carlos Pérez del Castillo, eliminando o brasileiro Luiz Felipe de Seixas Corrêa (o menos mencionado). O brasileiro foi considerado ?o candidato com menos chances de obter consenso?, segundo a representante do procedimento de seleção para a OMC, Amina Mohamed. Segunda rodada A segunda rodada de consultas será organizada a partir desta semana para determinar quem apóia quem entre os três candidatos restantes. O vencedor deve ser designado por consenso, no máximo até o fim de maio, entre os 148 membros da OMC. O novo diretor vai substituir o tailandês Supachai Panitchpakdi, cujo mandato termina em 31 de agosto. Além do apoio da UE, Lamy obteve o respaldo dos Estados Unidos dia 5 de abril passado. O secretário de Estado adjunto americano, Robert Zoellick, considerou Lamy ?um candidato muito sólido?, em declarações em Bruxelas. Zoellick negou, a existência de um acordo com a UE para que Washington apoiasse Lamy em troca da recente nomeação do americano Paul Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial (Bird), à qual os europeus, apesar de suas ressalvas, não se opuseram. ?Estaremos numa situação muito cômoda com o comissário Lamy?, disse Zoellick, acrescentandoque também há outros bons candidatos.