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L�der do PT prop�e rediscutir medida
| FÁBIO ZANINI Agência Folha No dia em que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), criou a comissão especial que analisará a proposta para proibir o nepotismo no funcionalismo, o líder do PT na Casa, Paulo Rocha (PA), defendeu a rediscussão da medida para não discriminar injustamente parentes de autoridades. Segundo ele, a regra antinepotismo não pode ser inflexível, ?religiosa??. ?A pessoa não pode ser favorecida só porque é parente, mas também não pode ser discriminada só porque é parente??, afirmou Rocha. O critério, de acordo com o petista, deve ser o da competência. ?Se eu tenho dez candidatos a um cargo de confiança e justamente o melhor é parente de autoridade, não pode haver discriminação. A Constituição proíbe discriminação por cor, sexo ou religião. O parente também não pode ser discriminado??, afirmou. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou seis propostas de emenda constitucional que proíbem a contratação sem concurso de parentes até segundo grau por autoridades dos três poderes. As propostas, semelhantes e complementares, foram reunidas em um projeto que será analisado pela comissão especial criada ontem por Severino. A comissão deverá ser instalada na semana que vem, após os partidos indicarem os componentes, e terá cerca de dois meses para submeter um relatório ao plenário. O texto precisará, então, ser aprovado por 60% dos 513 deputados, em duas votações. Rocha afirmou que o PT é contra o nepotismo - que é o favorecimento a parentes na administração pública - mas que a comissão precisará encontrar um meio-termo. ?A comissão tem o desafio de definir critérios justos. É preciso uma mediação entre o que for palatável para a opinião pública e o que for justo??, afirmou. Ele reconheceu que a definição de critérios seria subjetiva e disse não ter sugestões específicas para esse ?meio-termo??. Severino fez questão, ontem, de assinar o ato criando a comissão especial durante reunião com os líderes partidários em seu gabinete.