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A�cio cobra descentraliza��o de tributos

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| AGÊNCIA GLOBO Ouro Preto (MG) No encerramento das cerimônias de comemoração pelo feriado de Tiradentes, quando dezenas de autoridades e personalidades públicas, inclusive governadores e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, receberam condecorações do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), o discuros do governador agradou aos colegas governadores, mas constrangeu Palocci. Aécio Neves cobrou novo pacto federativo e a descentralização tributária. ?Deveríamos repactuar o sistema tributário de forma que cada ente federativo tenha condições de cumprir suas obrigações?, afirmou o governador e pregando a ?atualização do pacto federativo como a primeira e mais urgente reforma do Estado republicano?, destacou o governador de Minas Gerais. outros insatiSfeitos Ao chegar para a solenidade, outros governadores também reclamaram da centralização da maior parte dos tributos nas mãos da União. O governador de São Paulo, o também tucano Geraldo Alckmin, cobrou uma reforma fiscal mais ampla, argumentando que a proposta em discussão no Congresso trata apenas da unificação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados. Para Alckmim, é preciso uma reforma que reveja a distribuição de impostos entre União, estados e municípios. O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), foi na mesma linha: ?Infelizmente, o conservadorismo, o corporativismo e o receio da União de perder receitas têm evitado uma verdadeira reforma tributária e fiscal?. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, saiu do encontro evitando falar com a imprensa. Sem mutirão O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse na última quarta-feira que o governo não concorda com a proposta do líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), de fazer um mutirão na semana que vem para limpar a pauta da Câmara antes de se chegar a um acordo sobre temas importantes, como a reforma tributária. Chinaglia insiste na busca de um consenso com os líderes dos partidos para que a reforma não seja votada de forma fatiada. Ele admitiu que o governo teme que, com a desobstrução da pauta, a reforma seja votada sem acordo, mas negou que o governo seja o responsável pela paralisia na Casa. ?Limpar a pauta é um desejo de todos, mas como líder não posso permitir que coloquem em votação temas ainda dependendo de acordo. Se concordasse com isso, precisaria ser demitido da minha função porque é armar contra o governo?, disse Chinaglia.

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