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Jornalistas n�o ter�o direito a r�plica

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AGÊNCIA FOLHA Brasília Na véspera de conceder sua primeira entrevista coletiva oficial no Palácio do Planalto em dois anos e quatro meses de poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu por duas horas na Granja do Torto o ministro Romero Jucá (Previdência), alvo de uma série de acusações de desvios de verbas públicas. O Planalto anunciou no início da noite de ontem que serão proibidas eventuais réplicas dos jornalistas, mas a reportagem apurou que o presidente pode fazer esclarecimentos em caso de dúvida. Marcada para as 10h30, a entrevista terá 14 perguntas -nove dos veículos que fazem a cobertura jornalística diária do presidente e cinco de outros meios de comunicação. A presença de Jucá na atual residência oficial da Presidência não estava prevista na agenda oficial de Lula, divulgada na quarta. Na reunião com Jucá, ontem pela manhã na Granja Torto, também estiveram presentes os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação de Governo). O publicitário Duda Mendonça também esteve reunido com Lula nos dois dias para ajudá-lo. Duda, marqueteiro de sua campanha em 2002, é homem de confiança de Lula na área de comunicação. Ele preparou todos os pronunciamentos oficiais de Lula e dos ministros em dois anos e quatro meses de governo petista. Jucá esteve reunido com Lula para responder a um dos tópicos da ?agenda negativa? preparada por auxiliares. Foram feitas a Jucá virtuais perguntas que Lula terá de responder hoje pela manhã à imprensa a respeito das acusações contra o ministro do PMDB. Lula passou o dia reunido com assessores e ministros mais próximos numa sabatina para a entrevista de hoje. Os tópicos de ?agenda negativa? foram acusações de desvio de verbas contra Jucá, a recente declaração presidencial de que o brasileiro, comodista, não levanta ?o traseiro? para tomar atitude contra os juros altos, o recorde planetário de juros altos, as acusações da oposição de aumento de gastos, excesso de impostos e mau gerenciamento na área social. Entraram ainda na ?agenda negativa? possibilidades de perguntas sobre a antecipação do debate com a oposição a respeito das eleições de 2006, a política externa (aumento da tensão entre Venezuela e EUA), e os seguidos percalços na articulação política no Congresso. Será a primeira vez que Lula dará coletiva no Planalto reunindo todos os tipos de mídia - jornais, rádios, TVs, agências internacionais e de notícias on-line. A Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência informou ontem que, na entrevista, os jornalistas não terão direito a réplica. Ou seja, se o jornalista perguntar sobre o PMDB, e Lula responder sobre PT, não haverá oportunidade de contrapor, a seguir, a declaração do presidente. A entrevista está sendo tratada no Planalto como um ?ponto de partida? para futuras e eventuais entrevistas exclusivas.

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