Nacional
Severino: governo tranca a pauta
FOLHAPRESS Brasília O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), acusou mais uma vez o governo federal de estar obstruindo deliberadamente a pauta de votações da Casa. Ontem, Severino afirmou que a responsabilidade pela falta de votações na Câmara é do governo, e em especial do seu líder, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que não quer aceitar a votação da reforma tributária, impedindo assim o andamento dos trabalhos na Câmara. ?Ele [Chinaglia] é que está conseguindo fazer com que os deputados não votem. É preciso entender que é necessário ter mais consciência. Por isso, eu faço um apelo dramático ao líder do governo para que ele desobstrua a pauta. É ele que tem a maioria da bancada da Câmara?, declarou Severino. Ao todo oito, MPs travam a pauta. O líder do PSDB na Câmara, deputado Alberto Goldman (SP), já havia informado que não é a oposição que obstrui a votação e que pelos partidos oposicionistas até cinco MPs poderiam ter sido votadas ontem. Nepotismo A comissão especial da Câmara, que vai analisar a PEC (proposta de emenda constitucional) que proíbe a prática do nepotismo nos três Poderes da União, deverá ser instalada somente na próxima semana. O novo adiamento ocorreu porque as lideranças do PSDB, PC do B e PMDB ainda não indicaram seus representantes na comissão. De acordo com informações da assessoria de imprensa do PC do B, o partido deve indicar hoje o deputado que vai participar da comissão. A indicação do partido comunista ainda não foi feita porque o seu líder, deputado Renildo Calheiros (PC do B-PE), estava licenciado de seu mandato por motivos de saúde. Para que a comissão seja instalada, é necessário que todos os partidos indiquem seus integrantes. Ao todo, a comissão será composta por 32 deputados. O partido com o maior número de integrantes é o PT, que deve ocupar a relatoria da comissão. A PEC que proíbe o nepotismo teve sua admissibilidade aprovada no início de abril, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A proposta proíbe a contratação para cargo em comissão ou função de confiança de parentes.