Nacional
Indicado empregou esposa em gabinete
AGÊNCIA O GLOBO O médico Mannato (PDT-ES) deve ser o presidente da comissão especial que vai discutir a proposta de proibir o nepotismo (favorecimento de parentes) na administração pública. Indicado pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), Mannato ainda terá que se submeter à eleição na comissão, na semana que vem. O deputado Mannato, no entanto, terá de se explicar aos outros 31 colegas por que não só teve sua mulher contratada em gabinete do ex-deputado José Elias (PTB-ES), como desde janeiro emprega em sua cota de funcionários pagos pela Câmara a mulher de José Elias. Este tipo de contratação não é ilegal nem se caracteriza como nepotismo, mas é vista com reservas porque pode ser uma forma escamoteada de favorecer parentes. Em 2003, primeiro ano do mandato de Mannato, a mulher dele, Soraya de Souza Mannato, trabalhou seis meses no gabinete do ex-deputado José Elias (PTB-ES) no Estado. Também médica, Soraya fazia ultrassonografias no programa de atendimento à população carente bancado por Elias. Mannato reconhece que errou e conta que procurou a deputada Denise Frossard (PPS-RJ) para saber se isso era nepotismo e ela lhe disse que era uma forma indireta. Então, ele pediu a exoneração de sua mulher do gabinete do colega. ?Eu que sempre combati o nepotismo, estava cometendo um erro. Procurei a (ONG) Transparência Brasil, me informei sobre o que consideravam um mandato ético. Sei que errei, faço mea-culpa, mas minha chance de provar que sou contra o nepotismo é nessa comissão, por isso pedi para participar?, afirmou.