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Mulheres come�am a ter filho mais cedo
AGÊNCIA O GLOBO O IBGE divulgou ontem uma pesquisa com o perfil socioeconômico de mães que tiveram o primeiro filho em dois grupos etários distintos: precocemente e muito jovens (de 10 a 19 anos de idade) e em idades relativamente avançadas (entre 40 e 49 anos), próximas do término do período fértil. No Brasil, em 1991, 32,5% dos primeiros nascimentos estavam concentrados nas mães com idade entre 10 e 19 anos. Já em 2000, esta concentração superou os 38%, e atingiu 73% ao serem agregados os primeiros nascimentos de mães com idades entre 20 e 24 anos. O Acre se destaca com a concentração desses dois grupos de idade, com a proporção de quase 88%. Segundo o IBGE, há uma situação preocupante entre as mães precoces. Em 2000, no estado de Alagoas, 18,5% das mães de 10 a 14 anos já possuíam ao menos dois filhos nascidos vivos. Em outros estados do Nordeste e do Norte como Sergipe (12,1%), Bahia (14,2%), Pernambuco (15,8%), Amapá (16,6%), Rondônia (14,0%) e Acre (6,2%), a maternidade precoce, com uma descendência de 2 ou mais filhos, se repete. No Brasil, a idade média das mulheres, que foram mães pela primeira vez reduziu-se de 22 anos, em 1991, para 21,6 anos, em 2000. A pesquisa investigou as mulheres, por grupos de idade, que foram mães por primeira vez no período de referência de 12 meses anteriores as datas dos Censos Demográficos de 1991 e de 2000. Segundo o IBGE, a idade média das mães pela primeira vez ficou em níveis extremamente baixos por causa da precocidade com que as mulheres brasileiras começam a ter filhos. As idades médias mais tardias com as quais as mulheres tiveram seus primeiros filhos nascidos vivos foram observadas no Rio de Janeiro, em 1991, e no Distrito Federal, em 2000 (23,1 anos e 22,3 anos, respectivamente). Isso também foi verificado, em 2000, nos estados de São Paulo (22,5%) e Rio Grande do Sul (22,4). No extremo oposto, está a região Norte onde foram verificadas as idades médias mais baixas com as quais as mulheres tiveram o primeiro filho, com destaque para o Acre com idade média abaixo dos 20 anos. A pesquisa do IBGE confirma, também, uma tendência verificada nos grandes centros urbanos: o tímido crescimento da participação das mulheres de 40 a 49 anos de idade, mães por primeira vez, no total de mães no País. Em 1991, as mães que tiveram o primeiro filho na meia idade eram 7.142 (0,67%) e, em 2000, somavam 9.063 (0,79%). Ainda que em número absolutos esse grupo de mães seja pequeno, o fenômeno já pode ser acompanhado, principalmente, nos estados do Rio de Janeiro (passou de 0,91%, em 1991, para 1,09%, em 2000) e São Paulo (de 0,65% para 0,87%). As características que diferenciam o grupo das mães jovens das mais velhas são: as mães com idades entre 40 e 49 anos têm alta escolaridade e pertencem a famílias com alto poder aquisitivo. As mães jovens têm pouca escolaridade e baixos rendimentos.