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MP apura repasse de verbas para MST

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FOLHAPRESS São Paulo O Ministério Público de Goiás instaurou inquérito civil público ontem para apurar se houve improbidade administrativa no repasse de verbas do governo estadual e da Prefeitura de Goiânia para a marcha pela reforma agrária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que segue de Goiânia a Brasília. Os promotores Fernando Krebs e Umberto Machado de Oliveira, da área de Defesa do Patrimônio Público, se basearam em uma notícia veiculada pelo jornal goiano ?O Popular? no dia 4, relatando que as administrações municipal e estadual gastaram quase R$ 400 mil com a jornada. Na quinta-feira, já havia sido instaurado processo no Tribunal de Contas do Município (TCM) para investigar o repasse da prefeitura. A investigação deverá ser concluída dentro 20 a 30 dias. ?Não cabe ao Estado, ao município ou à União financiar nenhum movimento social. O que caracteriza um movimento social é ser uma organização autônoma e independente?, disse Krebs. Ele destacou a ?megaestrutura? da marcha: 300 ônibus, 12 toneladas de alimentos por dia, 15 carros, 259 mil litros de água, cem banheiros químicos, 35 caminhões (sendo oito pipas) etc. Para o promotor, ?trata-se de um movimento claramente político, legítimo?. ?Não somos contra (a marcha). Somos contra o descumprimento da Constituição, uma vez que o governo está rompendo com sua obrigação.? De acordo com Krebs, não há indícios de corrupção. ?O que discutimos é a ?desnecessidade? do gasto. Não cabe aos governos dar apoio logístico, quando muito, a instalação de sanitários.? O secretário de Assuntos Institucionais do governo, Fernando Cunha, disse que o governo prestou ?ajuda humanitária?. ?Demos alimentos e água para 12 mil sem-terra que estavam na Praça Cívica (Goiânia). Tudo dentro da lei.? A Procuradoria Geral do Município aguarda notificação oficial para se posicionar sobre o caso.

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