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MP investiga mulher de ministro

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O ministro da Previdência, Romero Jucá, também teve seu nome envolvido numa ação civil pública em que o Ministério Público de Roraima acusa sua mulher de participar de um esquema para desvio de dinheiro do erário municipal. Em decisão publicada na terça-feira no ?Diário do Poder Judiciário? de Roraima, o juiz César Henrique Alves, após análise da ação, decretou a indisponibilidade dos bens e o bloqueio das contas bancárias da prefeita de Boa Vista, Teresa Jucá (PPS). A mulher do ministro é acusada de improbidade administrativa, por ordenar o pagamento de R$ 4,9 milhões por serviços de coleta de lixo que não teriam sido realizados pela empresa que havia sido contratada. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a microempresa F. Paulo Lucena Cabral, vencedora de uma licitação ocorrida ao longo de 2001, recebeu o valor para serviços de limpeza em 18 bairros de Boa Vista. O Ministério Público sustenta que, apesar disso, a executora dos trabalhos foi a própria prefeitura. Como provas, os promotores anexaram à ação fotografias de veículos da prefeitura. Como provas, os promotores anexaram à ação fotografias de veículos da prefeitura que, segundo eles, eram utilizadas para limpeza dentro da área de concessão que deveria ser de responsabilidade da F. Paulo Lucena Cabral. Eles também tomaram depoimentos de moradores dos bairros, que relataram prestação irregular do serviço de coleta de lixo, de limpeza e de capina das ruas. Na ação, assinada pelos promotores Luiz Antônio Araújo de Souza e João Xavier Paixão, o nome do ministro é citado em trecho em que se levanta suspeita sobre o processo licitatório para a escolha das empresas.

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