Nacional
Casal Garotinho recorre ao TRE
FOLHAPRESS Rio de Janeiro A linha de defesa do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, tornado inelegível até 2007 pela Justiça Eleitoral, é a de que ele é um cidadão comum, sem cargo público, e de que, em 2004, não era candidato a nada. Garotinho e sua mulher, a governadora do Estado do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), estão proibidos de se candidatar por decisão da juíza Denise Appolinária dos Reis Oliveira, da 76ª zona eleitoral de Campos (cidade a 280 km do Rio). Ela entendeu que o casal cometeu vários crimes eleitorais durante a campanha a prefeito do município, no ano passado. Garotinho e Rosinha apresentaram ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recursos contra a sentença da juíza que os tornou inelegíveis por três anos, a contar de 2004. A defesa de Garotinho sustenta que a punição só terá validade se for mantida em todas as instâncias. Segundo o advogado Sérgio Mazzilli, um dos defensores de Garotinho, a sentença não é válida porque ele não era candidato no ano passado. ?Além disso, ele não exercia cargo público nenhum, não exercia a administração de nenhum órgão do Estado?, afirmou Mazzilli. O site de Garotinho na internet informa que ele deixou o cargo de secretário estadual de Segurança Pública em 28 de setembro. O primeiro turno da eleição aconteceu em 3 de outubro, apenas cinco dias depois. Quanto à apreensão de R$ 318.470 em notas de R$ 50 no diretório do PMDB de Campos, a defesa sustenta que Garotinho só foi ao local 50 minutos após a chegada de policiais e promotores, assim mesmo porque foi chamado por correligionários. O ex-governador é o presidente do diretório estadual do partido. A linha de defesa da governadora Rosinha Matheus vai tentar provar que houve na sentença cerceamento de defesa, rigor desmedido na pena de inelegibilidade e falta de provas que comprovem que os programas sociais do governo do Estado implementados na eleição foram distribuídos com fins eleitoreiros ou de compra de votos.