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Deputado desiste de presidir comiss�o antinepotismo

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FOLHAPRESS Brasília O deputado federal Carlos Willian (PMDB-MG), que teve quatro parentes contratados sem concurso para a Câmara, desistiu ontem de presidir a comissão especial que deve ser criada esta semana para tratar dos projetos antinepotismo na Casa. A Folha de S.Paulo revelou no sábado que a mãe, a mulher, uma irmã e um irmão de Willian trabalharam em cargos de confiança em seu gabinete e na liderança do PSC, seu antigo partido, desde 2003, quando Willian iniciou seu mandato. A indicação havia sido feita pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que é publicamente favorável à contratação de parentes, sem concurso, por detentores de cargos públicos. Segundo órgãos técnicos da Casa, Willian desistiu sob o argumento de que, apesar de não se sentir impedido, sua situação não foi bem recebida pelos colegas, e ele não tinha a intenção de constranger integrantes da comissão. Na semana passada, ele afirmou que sua posição -que ele não revelou qual era- não influenciaria o trabalho da comissão, que se pautaria, disse, de acordo com a vontade da maioria. Willian ainda anunciará sua decisão a Severino, que ontem não estava em Brasília. A pressão de seu próprio par tido, o PMDB, contribuiu para a desistência. Um sinal de que o partido não via com bons olhos a indicação feita por Severino foi o de que entre os indicados pela legenda para compor a comissão não constava o nome de Willian. O deputado estava listado na suplência, o que o impediria de assumir a presidência. Diante disso, a Secretaria Geral da Mesa consultou o PMDB sobre o problema, que foi superado com o anúncio da desistência. Ainda não está definido o novo presidente. Carlos Willian está em seu primeiro mandato como deputado federal, tendo assumido em 1º de fevereiro de 2003. Na sua primeira semana em Brasília, saíram as nomeações de três familiares: a irmã Maria Regina de Souza, a mulher, Laila Maria Cunha Reis de Souza, e a mãe, Luzia Alves de Souza. Os salários iam de R$ 2.277 a R$ 5.175. Luzia foi exonerada em outubro de 2004. Um irmão de Willian foi contratado pela liderança do PSC e trabalha sem remuneração, afirma o deputado.

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