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PF apreende documentos nos Correios

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FOLHAPRESS Brasília A Polícia Federal (PF) realizou ontem operações de busca e apreensão de documentos e computadores na sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Brasília e nas residências do ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, e de Fernando Leite de Godoy, assessor do diretor de Administração dos Correios, Antonio Osório Batista. Os três foram afastados dos cargos devido a uma gravação divulgada pela revista ?Veja?, na qual Marinho conta a empresários o que ele próprio aponta como caminhos para fazer negociatas nos Correios. Segundo o Ministério da Justiça, a Polícia Federal também vai abrir inquérito para investigar denúncias de corrupção no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Depois de apreender computadores e documentos na sede da ECT em Brasília e em Salvador, a Polícia Federal deverá analisar documentos que poderão ajudar na investigação de denúncias de corrupção na estatal. Hoje, a PF vai ouvir o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, o ex-diretor de Administração Antônio Osório Batista e seu ex-assessor Fernando Leite de Godoy. Segundo a PF, eles poderão ser indiciados por fraude e corrupção. Depoimento O Ministério Público Federal do Distrito Federal tomou ontem o depoimento do presidente do PTB, deputado federal Roberto Jefferson (RJ), no inquérito que investiga suposta improbidade administrativa nos Correios. De acordo com o líder do PTB na Câmara, José Múcio (PE), que acompanhou parte do depoimento, Jefferson reafirmou as linhas do discurso de defesa que fez na tribuna da Câmara na semana passada e rebateu as acusações de que integraria um esquema de desvio de recursos da empresa. Jefferson foi o primeiro a ser ouvido no inquérito aberto para investigar o vídeo em que o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Materiais dos Correios Maurício Marinho, foi flagrado recebendo propina de dois supostos empresários. O deputado foi convidado a prestar o depoimento pelo procurador da República Bruno Caiado de Acioli. Jefferson entrou no prédio por uma porta lateral sem passar pelo sistema de identificação dos visitantes instalado na portaria do prédio. O depoimento começou por volta das 17h e prosseguiu até o início da noite de ontem. Segundo José Múcio os procuradores pediram que Jefferson explicasse os encontros que teve Câmara com pessoas que diziam ter fitas comprometedoras para o deputado. Múcio disse que Jefferson entregou uma cópia do video para os procuradores.

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