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C�pula do PT inicia processo de puni��o

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Não há prazo para que a CPI dos Correios seja efetivamente instalada. Tudo vai depender da indicação de seus integrantes pelos partidos. Os governistas esperam que o presidente do Senado, Renan Calheiros, conceda algumas semanas para que isso ocorra e que, entre a criação e a instalação, a CCJ se manifeste sobre o recurso de João Leão (PL-BA), vice-líder do governo. Ninguém duvida que a decisão será política. Na CCJ, deputados de partidos que integram a base do governo têm 40 dos 60 integrantes, mas essa conta inclui aliados pouco confiáveis no PMDB e no PP. O presidente da CCJ, Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), prometeu colocar o requerimento em votação já na semana que vem, mas a oposição alega que já há 207 recursos semelhantes aguardando apreciação. Apoio de Suplicy Num gesto surpreendente, o senador Eduardo Suplicy (SP), que ontem de manhã acatara decisão da bancada de 13 senadores do PT de não aderir à CPI dos Correios por unanimidade, anunciou o seu apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito durante um discurso no plenário. Ele chegou a chorar. A cúpula do PT decidiu que tratará os deputados federais que mantiverem a assinatura no pedido de criação da CPI dos Correios como uma ?bancada paralela?, dando início a um processo de punição que pode resultar num novo expurgo de rebeldes do partido. ?Vou fazer isso [assinar a CPI], mesmo que não seja candidato em 2006 porque contrariei a orientação do meu partido?, afirmou Suplicy, que, até ontem, tinha garantida a legenda do PT para tentar se reeleger senador no ano que vem. ?O senador Suplicy apoiou a resolução do Diretório Nacional que recomenda aos parlamentares do PT que não dêem aval a essa CPI. Optamos pelo caminho do convencimento, cada parlamentar que decida de acordo com sua consciência. Não vamos tratar disso como uma questão disciplinar?, afirmou José Genoino, presidente do PT. Esforço de lula As articulações de última hora para tentar barrar a CPI dos Correios envolveram telefonemas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) da Coréia do Sul para aliados e uma aproximação entre o ministro José Dirceu (Casa Civil) e o ex-governador Anthony Garotinho, presidenciável do PMDB que preocupa o governo. Dirceu e Garotinho conversaram por telefone e combinaram encontro em breve. Apesar de essas articulações terem dado esperança ao governo de abafar a CPI por meio da retirada de assinaturas de apoio a ela, o ministro Dirceu e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fecharam em reunião ontem à tarde um plano B: indicar membros fiéis para a CPI, não dar quórum e matá-la na prática. Plano que também será adotado se vingar outra CPI, a dos Bingos No telefonema para a bancada de 13 senadores do PT, que não aderiu à CPI por unanimidade ao contrário da bancada petista da Câmara, Lula orientou o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), a carimbar as ações da oposição de luta política por conta das eleições de 2006.

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