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Aumenta tens�o entre Serra e Alckmin

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CATIA SEABRA Folha Online As diferenças entre o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, José Serra, começaram a transbordar na quarta passada no dia das fortes chuvas que abalaram a cidade. Em entrevistas à margem do Tietê, Alckmin afirmou que, naquele ponto crítico, as bombas eram da prefeitura. Serra telefonou para questioná-lo. Num dia tenso, acabaram emergindo diferenças que marcam um relacionamento que, na campanha, era desenhado como parceria. A maior causa de tensão entre Serra e Alckmin ficou expressa em cadeia nacional desde ontem, em rádio e TV. Cobrando apoio do partido para se lançar candidato à Presidência, Alckmin sugeriu que ele e o governador de Minas, Aécio Neves, concentrassem os 40 minutos de inserção. Os aliados de Serra insistiram em sua participação, alegando que ainda não há um escolhido para a disputa. O tempo acabou dividido por quatro: além de Serra, Aécio e Alckmin, o senador Tasso Jereissati (CE) terá direito a dois dias de aparição. Alckmin só estará na TV nos dias 21 e 23 do mês que vem. Em São Paulo, Serra e Alckmin ocuparão igualmente o tempo do programa que vai ao ar na região metropolitana na segunda-feira. Em outros 17 municípios do Estado, Serra terá uma participação de cerca de 20%. ?São Paulo não é o problema de Alckmin. No plano nacional, ele precisa ser mais conhecido. Aí, sim, deveria haver um pouco mais de altruísmo dos demais?, afirmou o presidente estadual do PSDB, Antonio Carlos Pannunzzio (PSDB-SP). O relacionamento também está aquém da expectativa para Serra. Promessa de campanha, a criação de um bilhete único, integrando metrô ao sistema municipal de ônibus, só deverá ser concluído no fim do ano. Serra tem cobrado mais rapidez dos secretários. Ainda assim, a direção da Companhia Metropolitana de São Paulo (Metrô) já avisou que não há condições de o Estado contribuir com recursos para compensar os descontos dados aos usuários na passagem de integração. Diretor de Planejamento e Expansão do Metrô, Renato Veigas diz que o Metrô é uma empresa independente e não pode receber recursos do Estado. Apesar das divergências, o chefe da Casa Civil, Arnaldo Madeira, minimiza: ?Nada além do natural na relação de prefeito com governador. A integração é perfeita?.

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