Nacional
Base aliada quer comando da CPI
AGÊNCIA O GLOBO Brasília O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou, ontem, que vai lutar para que a base aliada obtenha a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as denúncias de corrupção nos Correios. ?Se não der para ter as duas, preferimos a relatoria. Não descartamos de princípio nenhuma manobra regimental, até porque outras CPIs serão instaladas, como a do setor do setor elétrico na Câmara, que é muito importante?, acrescentou. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará as denúncias de corrupção nos Correios conseguiu número de assinaturas suficientes para ser instalada. De acordo com as informações da Mesa Diretora do Senado, 235 deputados e 52 senadores apoiaram a criação da CPI. Agora, a relação dos parlamentares que assinaram o requerimento será publicada no Diário Oficial do Congresso. Somente depois que os líderes indicarem os membros, a comissão poderá ser instalada. O governo tentou até o último minuto, mas à meia-noite de quarta-feira admitiu o fracasso: não conseguiu retirar assinaturas para barrar a CPI. Dos 254 deputados que assinaram, os líderes governistas disseram ter convencido 75 a desistir, baixando a lista de assinaturas para 179. Mas faltaram convencer mais nove, já que 171 já asseguravam a criação da comissão. Dos 19 deputados do PT que assinaram, apenas seis concordaram em retirar o apoio à CPI. ?Bem emblemático: o PT é 13 e ficaram 13?, ironizou o líder do PTB, José Múcio. Dos 39 do PMDB que tinham assinado, 22 decidiram não retirar. No PV, os seis deputados mantiveram as assinaturas. No PPS, o número de apoios caiu de 17 para 11 e, no PL, de 11 para cinco. No PTB 12 dos 13 deputados aceitaram retirar.