loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Oposi��o n�o aceita controle de aliados

Ouvir
Compartilhar

FOLHA ONLINE O líder do PFL no Senado, Agripino Maia (RN), avisou ontem que a oposição ao governo no Congresso não aceitará passivamente a tentativa da base aliada de controlar totalmente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. ?Se ocorrer o que eles querem, será a CPI de um lado só. Eles estão inventando um novo regimento, ao reivindicar tanto a relatoria como a presidência da CPI?, disse Agripino. Segundo o senador pefelista, o regimento é claro e um dos dois cargos cabe à oposição. ?De acordo com o regimento, cabe à maior bancada da Câmara indicar seu nome para um dos cargos e à maior bancada do Senado fazer o mesmo. Ora, na Câmara a maior bancada é a do PT, mas no Senado ela é a do bloco da oposição?, avaliou Agripino Maia. O líder do PFL afirmou que a oposição vai utilizar o regimento, a tribuna e a sociedade para impedir que a CPI seja inteiramente comandada pelos governistas. Agripino disse que caso o governo fique tanto com a relatoria como com a presidência da Comissão, será ?como colocar uma raposa dentro do galinheiro?. Agripino disse que enquanto a CPI não afetava diretamente o Palácio do Planalto, como no caso da CPI da Terra, o governo aceitou o regimento e a presidência da Comissão ficou com o PSDB, com o Senador Alvaro Dias (PR) e a relatoria com o PT. O senador lembrou que dentro da CPI mista dos Correios a base aliada contará com 22 integrantes enquanto a oposição terá apenas 12. ?Como é a maioria e o presidente que decide, esta CPI poderá ser uma farsa. O relatório final pode ser um absurdo a que teremos que nos sujeitar se não impedirmos esta distorção agora?. O nome preferido do PFL para ser o relator da CPI é o do senador César Borges (PFL-BA). Por ter maioria no Senado no bloco que forma com o PSDB e tendo em vista que a última comissão que funciona no Congresso Nacional, a CPI mista da Terra, tem como presidente um oposicionista do PSDB, o PFL tem direito à relatoria, conforme o regimento e a tradição da Casa. Outros senadores do partido já foram avisados e até o início da noite de ontem, não houve nenhuma objeção ao nome do pefelista baiano. Falta agora ao líder do partido negociar a indicação com o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). ?Mas acho que não haverá problema?, afirmou. A comissão investigará o caso de corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), flagrado em gravação feita por dois supostos lobistas. O ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho afirmava na gravação que o esquema de pedido de propinas se estendia às demais estatais do governo. ### Renan Calheiros descarta centralização O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), descartou ontem a possibilidade de o governo indicar tanto o presidente quanto o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar denúncias de corrupção nos Correios. ?O que guia o Congresso Nacional e a ocupação dos espaços políticos, inclusive das CPIs, é a proporcionalidade partidária??, disse Calheiros, após participar de um debate com deputados estaduais de todo o Brasil, em Costa do Sauípe (litoral norte de Salvador). De acordo com o senador, o governo e a oposição precisam chegar a um acordo para que os trabalhos da CPI possam seguir normalmente. Para isso, um dos dois cargos deve ficar com a oposição. ?O ideal é que tenhamos um consenso através do diálogo. Mas, claro, tudo dentro do bom senso e do que estabelece o regimento.?? Para Calheiros, ?bom senso?? significa o governo abrir mão da relatoria. ?Antes de mais nada, é preciso respeitar a composição partidária.?? Ao contrário do que defendeu o presidente Luís Inácio Lula da Silva e alguns líderes do PT, o senador alagoano disse que a sociedade brasileira quer a apuração imediata das denúncias de corrupção envolvendo três funcionários dos Correios e o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Antecipação eleitoral O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu ontem que a CPI dos Correios é conseqüência da antecipação do processo eleitoral no País. Segundo o petista, isso ocorre há muito tempo no País e ele não tomará ?medidas eleitorais?? que prejudiquem a economia. Essa avaliação foi produzida no início da tarde num encontro com o presidente de Portugal, Jorge Sampaio, também em visita a Tóquio. O brasileiro explicava ao colega português a situação atual no Brasil e fez um relato sobre a instalação da CPI. Lula estava com os governadores Germano Rigotto (PMDB-RS) e Lúcio Alcântara (PSDB-CE). Rigotto relatou que foi ?a primeira vez?? que o presidente falou da CPI dos Correios na sua frente nesta viagem. De fato, Lula tem evitado comentar o assunto com a maioria dos membros de sua comitiva (que inclui também quatro deputados, um senador e sete ministros). Prefere tratar do tema por telefone com seus operadores políticos, que ficaram em Brasília. Na conversa com Sampaio, Lula explicou o caso de corrupção nos Correios. Disse ter ordenado à Polícia Federal investigar. Mas que, mesmo assim, o Congresso preferiu instalar a CPI.

Relacionadas