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CGU v� ind�cios de irregularidades

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FOLHAPRESS A Controladoria Geral da União (CGU) detectou indícios de irregularidades generalizadas nos Correios, informou ontem o subcontrolador-geral da União, Jorge Hage. Com base nos primeiros resultados, o órgão responsável pelo controle interno do governo decidiu mais do que triplicar o número de auditores encarregados de rastrear contratos, licitações e editais da empresa, além de apurar novas denúncias na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Na semana retrasada, a CGU havia indicado oito auditores para investigar denúncias nos Correios. Depois de uma primeira pesquisa em 600 contratos celebrados pela estatal, a Controladoria aumentou a equipe, com a indicação de mais 20 auditores. ?Foram detectados os primeiros indícios de fragilidades e irregularidades em praticamente todas as áreas da empresa?, adiantou Hage. Os auditores estão divididos em quatro áreas - tecnologia, administração, transportes e obras. O subprocurador mencionou genericamente possíveis problemas na compra de cofres, medicamentos, uniformes e com a chamada Rede Postal Noturna. Hage disse que os trabalhos da Controladoria Geral da União contam ainda com volume crescente de denúncias apresentadas por funcionários da empresa. Ele afirmou que o resultado final da auditoria não deve sair antes de meados de julho, conforme prazo fixado pelo ministro Waldir Pires (Controle e Transparência). SILÊNCIO Ontem, a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não quis se manifestar sobre as declarações do subcontrolador. A assessoria da empresa afirmou que a ECT está pronta para colaborar com as investigações em andamento tanto na Polícia Federal como na Controladoria Geral da União. Além do grupo dedicado à auditoria especial, a CGU tem mais três analistas encarregados de acompanhar a sindicância interna aberta nos Correios depois que o chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material, Maurício Marinho, foi flagrado recebendo propina de dois supostos empresários. sindicância A sindicância interna tem prazo até 16 de junho para apresentar resultados. Por ora, continuam afastados das funções Marinho, o diretor de Administração dos Correios, Antônio Osório Batista, e seu assessor-executivo, Fernando Leite de Godoy. Antes de a sindicância ser instalada, a Controladoria Geral da União já havia detectado em auditoria rotineira e avaliação de prejuízo estimado de R$ 21 milhões em um contrato de transporte aéreo de malotes com a Skymaster Airlines Ltda. As supostas irregularidades teriam ocorrido entre junho de 2001 e dezembro de 2002, na gestão Fernando Henrique Cardoso. ### Base não abre mão do controle da CPI Os principais líderes governistas desembarcaram domingo em Brasília dispostos a atuar em três frentes para minimizar o impacto da CPI dos Correios: restringir a investigação só à estatal, não abrir mão da relatoria ou da presidência da comissão e protelar ao máximo seu funcionamento. ?Vamos usar todos os espaços regimentais que temos à disposição. Se a tradição [de trâmite vagaroso] nos favorece, vamos usar a tradição. Além disso, vamos brigar para ter a presidência e a relatoria?, resumiu o líder do PT na Câmara, Paulo Rocha (PA). O primeiro embate já foi adiado, já que a análise de um recurso anti-CPI na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que estava prevista para hoje, ficou para quinta. O recurso argumenta que o requerimento de criação da CPI contraria a Constituição por estabelecer um foco de investigação amplo demais, sem ?fato determinado?. Embora vá insistir no recurso, o governo joga suas reais fichas na tentativa de colocar limites, na CCJ, à investigação, que pode descambar para outras estatais. A intenção do governo é usar essa comissão como o primeiro obstáculo protelatório já que os partidos aliados ao governo só pretendem indicar os integrantes da CPI após a decisão da CCJ. Ontem, PDT, PFL, PSOL e PSDB haviam indicado seus integrantes.

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