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F�bricas continuam funcionando

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FOLHA ONLINE As sete fábricas da Schincariol funcionaram normalmente ontem, segundo a assessoria da empresa. Os donos e diretores da empresa foram presos na quarta em Itu (103 km de SP) numa operação conjunta da Receita Federal e Polícia Federal contra sonegação de impostos no setor de bebidas. Além da sonegação fiscal, a família Schincariol é suspeita de estar envolvida nos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção de funcionários públicos. A direção da Schincariol costuma se reunir todas às segundas-feiras para tomar decisões sobre o futuro da empresa. Como a reunião desta semana já ocorreu, a empresa ainda não foi afetada pela prisão de seus principais dirigentes. Segundo a assessoria da cervejaria, os gerentes e líderes de área estão tocando a empresa, seguindo as diretrizes definidas pela diretoria da Schincariol. Segundo a Receita Federal, os donos da Schincariol são suspeitos de participar de um esquema de sonegação fiscal que teria desviado R$ 1 bilhão dos cofres públicos nos últimos cinco anos. O IRPJ, IPI, ICMS, PIS e Cofins seriam os principais tributos sonegados pela empresa. Entre os presos estão cinco membros da família Schincariol: os irmãos Adriano (diretor-superintendente) e Alexandre (diretor de RH), além de Gilberto (vice-presidente) e seus filhos Gilberto Júnior e José Augusto --primos de Adriano e Alexandre Schincariol. Também foram presos três diretores da empresa: José Rosan Domingos Francischineli (financeiro), José de Assis Carvalho (administrativo) e outro identificado pelo nome de Carlos Rafael (diretor da fábrica do Rio de Janeiro). As investigações indicaram que o grupo Schincariol montou com alguns de seus distribuidores terceirizados um esquema de sonegação fiscal de tributos estaduais e federais, utilizando o subfaturamento na venda de seus produtos com o recebimento ?por fora? da diferença entre o real valor de venda e o valor declarado nas notas fiscais. As fábricas estão localizadas em Itu (SP), Alagoinhas (BA), Macacu (RJ), Caxias (MA), Alexânia (GO), Recife (PE) e Igrejinha (RS). Mais uma está sendo construída no Pará.

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