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Substituto de Dirceu ser� anunciado 2�

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O assessor para Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já escolheu o substituto de José Dirceu para ocupar a Casa Civil. Segundo ele, o nome deve ser anunciado pelo presidente na próxima segunda-feira, quando ele retornar de uma reunião do Mercosul em Assunção, Paraguai. Para o assessor, uma reforma ministerial deve trazer ?ânimo novo e novidade à vida do País e do governo?. Ao comentar a saída de José Dirceu, ele afirmou que o governo Lula ficará privado ?de uma grande liderança política?, mas, em contrapartida, a bancada do PT na Câmara será reforçada pela atuação ?de um grande parlamentar?. As declarações do assessor da presidência aumentaram as especulações sobre o substituto de José Dirceu. Os nomes do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff apareceram ontem como os mais cotados. Eles negaram a possível mudança de cargo. O ministro Márcio Thomaz Bastos negou que substituirá José Dirceu na Casa Civil. ?Não vou para a Casa Civil. Sou ministro da Justiça e gosto de ser?, disse ele, ao chegar na Firjan, no Rio. Ao chegar à Urca para a cerimônia de posse do diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Victor Martins, a ministra Dilma Rousseff disse que desconhece a possibilidade de vir a assumir a chefia da Casa Civil. ?Ignoro tal conjectura?, afirmou. Dilma Rousseff seria a mais cotada no governo para substituir José Dirceu na Casa Civil. Se confirmada, a escolha dará à Casa Civil um formato mais gerencial e menos político. À frente do Ministério de Minas e Energia, Dilma focou seu trabalho em dois objetivos principais: baratear as contas de luz e garantir a expansão do sistema elétrico, evitando assim repetir a crise energética de 2001. A dúvida do presidente Lula agora seria manter ou não a pasta da Coordenação Política. Seu desejo, segundo interlocutores, seria acabar com essa pasta e transferir toda a articulação política para o Congresso, onde Dirceu a comandaria na prática. ### Ministro cancela nomeações de ex-diretores dos Correios O ministro Eunício Oliveira (Comunicações) decidiu cancelar a nomeação dos ex-diretores dos Correios Maurício Coelho Madureira (Operações) e Eduardo Medeiros de Morais (Tecnologia) para os cargos de consultores da presidência da estatal. Os dois, funcionários de carreira da empresa, eram os nomes indicados pelo PT para compor a diretoria dos Correios juntamente com outros nomes indicados pelo PMDB. Eles haviam pedido demissão na terça-feira da semana passada, junto com o restante da diretoria e com o presidente da empresa, por causa das denúncias de corrupção na estatal. O objetivo da demissão coletiva era tentar amenizar a crise e abrir caminho para as investigações de corrupção no órgão. Mesmo assim, os dois diretores foram nomeados, na última segunda-feira, consultores da presidência, voltando, assim, a ocupar posições na cúpula da empresa. Com a decisão de Eunício Oliveira, os indicados do PT passarão a ganhar aproximadamente R$ 5.000 por mês, nos cargos de administradores postais. Como diretores, antes do pedido de demissão, ganhavam entre R$ 14.000 e R$ 15.000. Se ficassem como consultores da presidência, ganhariam cerca de R$ 10.000. Mais importante que o salários, no entanto, é a condição de poder ou não intervir nas decisões mais importantes da estatal. Eles teriam essa possibilidade como consultores, mas deixarão de tê-la ao voltarem aos cargos originais. Quinta-feira, procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o ministro das Comunicações não quis se pronunciar sobre as nomeações, informando apenas que era assunto dos Correios. Ontem pela manhã, no entanto, sua assessoria disse que ele havia decidido cancelar as nomeações. À tarde, divulgou nota na qual informava que a decisão havia sido tomada na noite de ontem. A manobra do PT para manter seus diretores na cúpula da estatal, como assessores da presidência, desagradou o PMDB, porque fez com que apenas o partido tivesse prejuízo com a repercussão do escândalo de corrupção, com a perda de quatro cargos importantes (o presidente da empresa e outros três diretores). O escândalo dos Correios surgiu com a divulgação, no dia 14 de maio, pela revista ?Veja??, de uma gravação na qual Maurício Marinho, ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material, aparecia recebendo R$ 3.000 de representantes de uma empresa e indicando ligações com o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Em seu depoimento, terça-feira, no Conselho de Ética da Câmara, Jefferson disse que a maior parte das denúncias de corrupção na estatal estariam ligadas à diretoria de Tecnologia, que era ocupada por Eduardo Medeiros de Morais. Segundo Jefferson, seria uma indicação de Sílvio Pereira, secretário-geral do PT.

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