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Diretores t�m pris�o prorrogada

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Alessandra Bastos Agência Brasil Os 68 diretores e funcionários do grupo Schincariol e outros suspeitos de formação de quadrilha presos pela Polícia Federal continuarão detidos por mais cinco dias. A prisão temporária terminava ontem à meia-noite. Todos eles já prestaram depoimento. Entre os presos na última quarta-feira (15) e indiciados por formação de quadrilha estão seis advogados e oito funcionários públicos, dois deles policiais militares. Os principais diretores e sócios da empresa de bebidas Schincariol estão presos na sede da PF em São Paulo. Ontem também foram encaminhados todos os documentos apreendidos pela polícia federal - nas operações de busca da chamada Operação Cevada - para a PF do Rio de Janeiro, que coordena as investigações. Eles serão analisados e encaminhados à Receita Federal. A empresa Schincariol é acusada de sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. A estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão possam ter sido sonegados pelo grupo nos últimos cinco anos. De acordo com o delegado, Cassius Baldelli, o grupo Schincariol se utilizava de ?parceiras?, distribuidoras abertas em nome de pessoas sem condições financeiras para o empreendimento, os chamados ?laranjas?. A investigação começou há dois anos, com denúncias anônimas recebidas pela Receita Federal e operações realizadas em postos fiscais. Nota O Grupo Schincariol divulgou nota nota ontem em que presta esclarecimentos sobre a Operação Cevada, da Polícia Federal. Segundo a nota, as obrigações trabalhistas das empresas do Grupo ?são rigorosamente cumpridas nas respectivas datas de vencimento?. O comunicado afirma que os fundamentos usados para justificar as prisões são ?todos de natureza tributária e passíveis de questionamento na esfera administrativa?.

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